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Colombianos apoiam cessar fogo iniciado pela FARC-EP

Revista Diálogos do Sul

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Logo depois do restabelecimento dos diálogos de paz, a decisão das FARC-EP de cessar unilateralmente e por tempo indefinido as ações bélicas levou optimismo entre os colombianos que agora olham com mais esperança o avanço das negociações.

Na opinião da presidenta do Polo Democrático Alternativo (PDA), Clara López, o gesto das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo constitui uma grande notícia para o povo. Entende que tal decisão confirma a vontade da organização guerrilheira de chegar a um acordo com o governo que permita terminar com o conflito interno.

Ainda que a negociação entre as partes beligerantes possa demorar, fica claro que o processo para alcançar a distensão não tem volta à trás, agregou López através do portal digital do PDA. Segundo a ex candidata presidencial o que resta agora é a reciprocidade do executivo.

Enquanto a comissão de paz do congresso qualificou o fato como uym sucesso histórico, que marca o rumo das práticas iniciadas em 2012 em La Habana, entre representantes governamentais e do movimento insurgente.

Estão equivocados os que disseram que na capital cubana estão fazendo retórica, fica evidente a disposição de demonstrar com ações os avanços nas mesas de negociações, manifestou o parlamentar Iván Cepeda.

simbolo-farcPara o ex presidente da Câmara de representantes, Hernán Penagos, o cessar fogo decidido pelas FARC-EP –vigora a partir de 20 de dezembro- facilita o caminho em direção ao fim da confrontação, que já dura mais de meio século.

O país espera iniciar 2015 com o silencia dos fuzis de todos os lados. Me alegra esta notícia, esse gesto confirma que vamos em direção à paz na Colômbia, asseverou a deputada Angela Maria Robledo.

Paralelamente, o senador Juan Manuel Galán destacou que se trata de uma antecipação do que o ano novo aportará. Necessitamos acabar a guerra e começar positivamente a transição pós-bélica, disse em entrevista à Radio Caracol.

O ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, por sua vez, apelou para que os detratores do processo baixem o tom de seus questionamentos. Deveríamos refletir sobre os três pontos já acordados e sobre os que estão em discussão. Parece-me que este é o debate conveniente para os colombianos e nãos os rumores, mentiras ou teorias conspiratórias, concluiu.

O apelo é para que façamos uma discussão construtiva sem falsidades nem verdades a meias porque isso não serve ao país, insistiu aludindo à novas críticas ao Centro Democrático lideradas pelo ex presidente Álvaro Uribe.

Ao concluir o atual ciclo de conversações, de número 31, Humberto de la Calle, chefe dos porta-vozes do governo, revelou que os diálogos devem entrar em sua etapa final.

Não se pode dilatar mais a esperança nem decepcionar a um país que continua a espera de um futuro de paz, afirmou o advogado e político.

O período bélico, de mais de 50 anos de luta, deixou uns seis milhões de vítimas, registrou 230 mil mortos, sequestrados, torturados e desalojados.

O anúncio do agrupamento guerrilheiro foi saudado pelos principais meios de comunicação, que repercutiram também as primeiras reações do povo logo depois do anuncio.

*Prensa Latina, de Bogotá, Colômbia, especial para Diálogos do Sul

 

 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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