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Comércio EUA – Brasil regride uma década ao registrar queda de 31,5% nas exportações

O comércio entre os dois países caiu 25%, em relação ao mesmo período do ano passado - para cerca de US$ 33,4 bilhões. É o menor valor desde a crise de 2009
Plinio Teodoro
Revista Fórum
São Paulo (SP)

Tradução:

Dados do “Monitor do Comércio Brasil-EUA”, divulgados nesta quarta-feira (14) pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) mostram uma queda de 31,5% das exportações brasileiras para os Estados Unidos no acumulado entre janeiro e setembro.

Em valores, o Brasil exportou US$ 15,2 bilhões aos EUA. O ritmo de queda das exportações para os EUA é quatro vezes maior que o da exportação total do Brasil, de 7,7%.

O comércio entre os dois países caiu 25%, em relação ao mesmo período do ano passado - para cerca de US$ 33,4 bilhões. É o menor valor desde a crise de 2009

Palácio do Planalto
Encontro entre Jair Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca

Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos americanos caíram 18,7% considerando o acumulado até setembro contra igual período de 2019, para US$ 18,3 bilhões.

 

No segundo ano do governo Jair Bolsonaro, marcado fortemente pela submissão aos interesses da gestão Donald Trump, o comércio entre os dois países caiu 25%, em relação ao mesmo período do ano passado – para cerca de US$ 33,4 bilhões. É o menor valor desde a crise de 2009, segundo a Amcham.

Apesar dos números, os EUA segue sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com 12,3% das transações. A China lidera com predomínio de 28,8% da troca comercial.

Segundo Abrão Árabe Neto, vice-presidente-executivo da Amcham Brasil, a demora da pandemia nos dois países afetou diretamente as relações. “Foi um golpe muito duro nas trocas bilaterais, mas a avaliação é de que o fundo do poço já foi atravessado”.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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