Pesquisar
Pesquisar

Conduta de Trump pôs em perigo a vida de cada membro do Congresso, dizem acusadores

A equipe de defesa de Trump argumenta que o julgamento político é inconstitucional e rejeita que ele tenha procurado incitar à violência no Capitólio
David Brooks
La Jornada
Nova York

Tradução:

Donald Trump cometeu uma “traição de proporções históricas”, argumentam os acusadores que apresentaram a acusação de “Incitação à insurreição” contra o governo estadunidenses no segundo julgamento político do agora ex-presidente. 

Na apresentação oficial dos argumentos básicos de ambos os lados em preparação para o julgamento político de Donald Trump no Senado na próxima semana, os deputados que atuarão como promotores no julgamento detalharam o esforço de semanas realizado por Trump e seus cúmplices para subverter o resultado eleitoral com base em acusações de fraude eleitoral que culminou com o assalto ao Capitólio em 6 de janeiro quando os legisladores estavam certificando o resultado e pondo em risco todas as suas vidas.

Concluem que o desejo de Trump de permanecer no poder sem importar os custos “é uma traição de proporções históricas” e “requer sua condenação”. 

“Sua conduta pôs em perigo a vida de cada membro do Congresso, pôs em xeque a transição pacífica do poder… e pôs em perigo nossa segurança nacional”, acusam. 

A equipe de defesa de Trump argumenta que o julgamento político é inconstitucional e rejeita que ele tenha procurado incitar à violência no Capitólio

La Jornada
O assalto ao Capitólio é considerado uma "insurreição" orquestrada pelo ex-presidente Trump

A equipe de defesa de Trump argumenta que o julgamento político é inconstitucional já que seu cliente já não está na presidência e rechaça que ele tenha buscado incitar a violência no Capitólio uma vez que só estava exercendo a liberdade de expressão ao afirmar que os resultados eleitorais eram “suspeitos” e que ele “nega que eram falsas”. 

A equipa de advogados de defesa do Trump foi contratada apenas nos últimos dias, já que seus advogados iniciais se retiraram do caso supostamente porque não estavam dispostos a apoiar as falsas afirmações de Trump sobre o suposto fraude eleitoral.

David Brooks, correspondente de La Jornada em Nova York

La Jornada, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

   

Se você chegou até aqui é porque valoriza o conteúdo jornalístico e de qualidade.

A Diálogos do Sul é herdeira virtual da Revista Cadernos do Terceiro Mundo. Como defensores deste legado, todos os nossos conteúdos se pautam pela mesma ética e qualidade de produção jornalística.

Você pode apoiar a revista Diálogos do Sul de diversas formas. Veja como:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
David Brooks Correspondente do La Jornada nos EUA desde 1992, é autor de vários trabalhos acadêmicos e em 1988 fundou o Programa Diálogos México-EUA, que promoveu um intercâmbio bilateral entre setores sociais nacionais desses países sobre integração econômica. Foi também pesquisador sênior e membro fundador do Centro Latino-americano de Estudos Estratégicos (CLEE), na Cidade do México.

LEIA tAMBÉM

milei-argentina-espanha
Ataques de Milei deixam relação diplomática Espanha-Argentina na corda bamba
Ebrahim Raisi (1)
Ebrahim Raisi, Robert Fico, Prigozhin e Gaza: dois pesos e duas medidas na imprensa internacional
Paris
Da Porte de la Villette à Bastille: uma jornada pela cultura e modernidade de Paris
Prancheta 55
Reino Unido decide expulsar mais de 50 mil pessoas solicitantes de asilo para Ruanda