Pesquisar
Pesquisar

Cuba considera operação militar dos Estados Unidos como uma ameaça regional

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez afirmou que "o suposto combate ao narcotráfico é só um pretexto oportunista”
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Havana

Tradução:

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou hoje que a operação militar dos Estados Unidos próximo à Venezuela constitui uma ameaça à paz da região.

Em uma mensagem em sua conta do Twitter, o chefe da diplomacia cubana afirma que a manobra de barcos de guerra perto da nação sul-americana, e os movimentos de tropas especiais, constituem uma grave ameaça à paz dos países da área. 

Da mesma forma, assegura que “o suposto combate ao narcotráfico é só um pretexto oportunista”.

O presidente estadunidense, Donald Trump, ordenou esta quarta-feira incrementar o número de militares na América Latina para presumidamente lutar contra o tráfico de drogas no leste do Oceano Pacífico e no Caribe, o que inclui a Venezuela, de acordo com reportagens publicadas.

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez afirmou que "o suposto combate ao narcotráfico é só um pretexto oportunista”

Wikimmedia
Operação militar dos Estados Unidos próximo à Venezuela constitui uma ameaça à paz da região.

Os anúncios de Washington abarcam o envio de barcos da Armada para a militarização do Caribe oriental – teatro de operações em uma possível agressão contra o país sul-americano -, após poucos dias de ter acusado de suposto narcotráfico o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Em um comunicado oficial, o Executivo bolivariano asseverou que Trump “pretende agredir a Venezuela com infâmias e ameaças”, em uma tentativa de desviar a atenção da situação humanitária existente nesse país “como consequência do errático manejo de suas autoridades diante da Covid-19”.

A escalada militar ocorre dias depois que o secretário norte-americano, Mike Pompeo e o representante especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliott Abrams, apresentaram uma nova estratégia para impor uma mudança de governo na nação bolivariana. 

A Administração Trump propôs o fim das sanções contra Caracas se presidente venezuelano Nicolás Maduro e o líder opositor Juan Guaidó se retiram e permitem um governo de transição. 

A iniciativa estima a realização de eleições entre os próximos 6 ou 12 meses, às quais o presidente do governo de transição não poderia se candidatar. 

O chefe da diplomacia estadunidense sugeriu que caso sejam cumpridos esses passos, além da validação internacional da suposta votação, as sanções contra a Venezuela seriam suspensas. 

Como resposta, o chanceles venezuelano, Jorge Arreaza, rechaçou a proposta de Washington e enfatizou que as decisões na Venezuela são tomadas em Caracas, no Palácio de Miraflores, e de acordo com a Constituição  venezuelana.

Por sua parte, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou a atitude de ingerência de parte dos Estados Unidos e rechaçou a forma como os personagens imperiais ainda pensam que seu país tem o direito de elaborar e impor mudanças de governos e de sistemas sociais. “Estão enganados”, sentenciou o mandatário cubano. 

Veja também


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Prensa Latina

LEIA tAMBÉM

protestos-peru
Cleptocracia, ignarocracia, bufocracia: o declínio do substantivo "democracia" no Peru
Bolivia-guerra-hibrida-eua (1)
Guerra híbrida na Bolívia entra em nova fase e EUA querem "mudança de regime" até 2025
Petro-Colombia
Petro reage a ataques de guerrilheiros contrários ao acordo de paz: "Não toleraremos"
Milei
"Barbárie" e "desequilíbrio emocional": Petro e Fernández criticam nova selvageria de Milei