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Cuba e Venezuela, um exemplo de cooperação internacional

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Edilberto F. Méndez*

Convenio-Cuba-VenezO Convênio Cuba-Venezuela é único no mundo e o melhor exemplo de cooperação internacional que possa haver entre dois povos, afirmou o ministro do Gabinete da Presidência e Acompanhamento da Gestão de Governo, Wilmer Barrientos.

Assinado pelo falecido presidente, Hugo Chávez, e pelo líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, em 30 de outubro de 2000, este convênio “é o verdadeiro passo para chegar à complementação econômica entre países irmãos”, disse Barrientos em entrevista exclusiva a Prensa Latina.

Destacou o trabalho conjunto que durante 13 anos realizaram os governos cubano e venezuelano para levar adiante o que foi pactuado.

“Em 2000, 96 pessoas foram se tratar em Cuba em dois voos; desde então  e até hoje, houve 462 voos, que transportaram 31.882 pacientes, com 26.434 acompanhantes”.

“São 2.656 pacientes por ano, imagine o que significa transportar essa quantidade de gente”, disse o Major General.

Contou como ele, pessoalmente, teve que levar um menino completamente queimado para que fosse atendido em Cuba e que satisfação é vê-lo agora, adulto, curado e com poucas sequelas.

“Quantos venezuelanos não recuperaram a visão com a Operação Milagre! E ainda aqueles que conseguiram consertar os dentes com a Operação Sorriso”, enfatizou.

Lembrou que às vezes falamos dos que levamos e esquecemos essas missões que se desenvolvem em território venezuelano.

“Chávez via isso como mais do que uma integração, porque integrar é somar-se e ele via isso como uma unidade, como a união”, sentenciou.

Barrientos destacou que neste país qualquer povo tem um médico próximo e isso graças aos médicos cubanos que infelizmente alguns venezuelanos não valorizam.

“Eles estão aqui com uma extraordinária vocação para servir, e isso é um exemplo, essa é a mudança pela qual tem que passar nossa sociedade, isto é, ir para o humano, porque nos tornaram individualistas, egoístas; não compartilhamos, como fizeram e fazem nossos indígenas”.

Isso, acrescentou, a oligarquia não vê, porque eles não sabem o que se sofria nas montanhas, nos campos; porque para entendê-lo é preciso ter nascido nesses lugares.

“Onde eu me criei não havia nem um médico em toda a zona: era preciso recorrer à curandeira”.

Enfatizou as conquistas sociais da nação: “a Venezuela está entre os países que reduziram a pobreza extrema, que agora está em 6,97%. Quando vencemos, havia 600 mil estudantes nas universidades, hoje há 2.500.000, entre outras conquistas”.

“Lembro-me de que quando fui reitor da Universidade Nacional das Forças Armadas (Unefa), havia 48 mil estudantes naquele centro docente e, quando saí de lá, deixamos 230 mil em todos os estados, com uma educação que nos esmeramos em que fosse de qualidade, pois estávamos semeando as milícias do país”, afirmou o militar.

“Disse o Comandante Supremo: não necessito ali de um rapaz que faça continência e tenha porte militar e sim de alguém que tenha alma para defender o país e ideias para defender a revolução”.

Há alguns días fomos à cerimônia de  graduação da Escola Latinoamericana de Medicina, uma ideia de Chávez e de Fidel Castro que trouxemos para cá em função da experiência cubana em formar médicos para diferentes regiões do mundo”.

“E, quando vemos isso, a gente diz: esses convênios não deixarão de existir, porque estamos criando a verdadeira união latinoamericana”, acrescentou.

Vamos melhorar ainda mais o Convênio, fortalecê-lo – talvez não seja mais necessário que viajem tantos pacientes porque pudemos trazer para cá a experiência cubana. E agora, temos que levar isso que conseguimos, venezuelanos e cubanos, para outros povos. Teremos que semear isso pela América Latina.

*Correspondente de Prensa Latina na Venezuela – Proibida cópia ou distribuição em qualquer forma ou meio deste material.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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