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Cubanos criticam EUA por incluírem ilha em lista de países que não combatem terrorismo

O Departamento de Estado estadunidense incluiu Cuba, Venezuela, Irã, Síria e República Democrática da Coreia em lista de países que não cooperam com esforços antiterroristas
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Bogotá

Tradução:

A associação de Cubanos Residentes na Colômbia qualificou hoje de indignante a decisão do governo estadunidense de incluir Cuba em sua unilateral lista de países que não colaboram com a luta antiterrorista.

O Departamento de Estado estadunidense incluiu Cuba, Venezuela, Irã, Síria e República Democrática da Coreia em sua lista de países que “não cooperam completamente” com seus esforços antiterroristas.

Com base nessa norma, fica proibida a venda ou licença para exportação de artigos e serviços de defesa a esses Estados. Cuba não formava parte dessa lista desde 2015, quando foi tirada depois de permanecer nela durante 33 anos.  Cuba foi reincorporada agora devido, entre outros pretextos, à presença de membros da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia, que se encontram em Havana desde 2017 para as conversações de paz, por solicitação do então presidente Juan Manuel Santos.

O Departamento de Estado estadunidense incluiu Cuba, Venezuela, Irã, Síria e República Democrática da Coreia em lista de países que não cooperam  com esforços antiterroristas

PxHere
Cuba está em lista de países que não colaboram com a luta antiterrorista.

Cuba foi reincorporada agora devido, entre outros pretextos, à presença de membros da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia, que se encontram em Havana desde 2017 para as conversações de paz, por solicitação do então presidente Juan Manuel Santos.

Resulta indignante que o Departamento de Estado dos Estados Unidos inclua Cuba na lista negra dos países que não cooperam na luta contra o terrorismo, argumentando que é pela presença do ELN da Colômbia e outras escusas, expressou a Associação em uma declaração divulgada hoje nesta capital. 

Que infames!, em lugar de usar pretextos para nos acusar, deveria admitir sua responsabilidade por manter silêncio cúmplice sobre o ataque terrorista contra a sede diplomática de nosso país em Washington (em 30 de abril), manifestou o comunicado.

Apontou que a isso se une uma nova indignação, as declarações do governo colombiano contra a Cuba e Venezuela na voz do alto comissionado para a paz, Miguel Ceballos, que reforçam as escusas do Departamento de Estado para essa declaração.

A Associação asseverou que Cuba “é um país digno, presidente (Iván) Duque que, desde o início do processo de paz na Colômbia, como país garante desse processo, estabeleceu protocolos com os outros países participantes para o seu melhor cumprimento e desenvolvimento. É triste, senhor presidente, que trate assim a Cuba”. 

Precisou que desde a década de 90 (do século passado) quando se tornam a abrir as relações diplomáticas com Cuba, ambos países têm desenvolvido projetos conjuntos nas esferas econômica, sociais e culturais, e em 2016 a firma do Acordo de Paz da guerrilha mais antiga do continente (FARC-EP e o Estado colombiano).

Nossos povos são povos irmãos e solidários, essa é a essência que nos une. Por que a intenção em nos separar? América Latina e o Caribe são povos com dignidade que tiveram que suportar durante séculos práticas de colonização e submissão ao país do norte, enfatizou. 

Adicionalmente, a Associação reiterou seu rechaço o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba e condenou “as manobras anti-cubanas que desacreditam o trabalho humanitário de nossas brigada médicas que salvam vidas em todos os continentes principalmente nas atuais circunstâncias dessa pandemia” de Covid-19.

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Prensa Latina

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