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De um morador de Governador Valadares

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

alx_brasil-barragem-minas-20151105-008_original“Infelizmente, o Brasil ainda não sabe o que está acontecendo aqui em Minas Gerais. Os veículos de “des-informação” continuam omitindo fatos e números importante para amenizar a tragédia.

Sugiro que aqueles que tem amigos virtuais em outras cidades, estados e países, informem melhor e alertem o Brasil de que são centenas de milhares de pessoas afetadas pelo fato.

Toda a economia dos municípios está comprometida. As escolas suspenderam as aulas, a agricultura está comprometida, porque não tem chuva, o comercio já quase parou, pois não tem água, nem para os banheiros; bares e restaurantes estão adotando material descartáveis para servirem, mas não existem panelas descartáveis e essas precisam ser lavadas.

A construção civil também foi afetada; não há água para o banho das pessoas. Hospitais e asilos, presídios e serviços essenciais estão sendo abastecidos por caminhões pipa, que precisam ir a outros municípios para se abastecerem de água, o que está onerando os cofres públicos com o alto consumo de combustível – isso quando conseguem passar pelas estradas bloqueadas pela manifestação de caminhoneiros.

O Rio Doce, um dos maiores do Brasil, está morto! As populações, desde Mariana-MG até Linhares-ES (e depois no Oceano Atlântico) está sofrendo as consequências do que talvez seja a maior tragédia ambiental, ecológica, econômica, hídrica, já ocorrida no pais. E as consequências serão sentidas por muitos décadas. Somente em Governador Valadares são 260 mil pessoas afetadas. Alguém ja imaginou uma cidade de 260mil pessoas totalmente sem água? E o pior: a água está correndo no Rio Doce, mas completamente envenenada por arsênico, mercúrio e outros metais.

Todos – eu disse todos – os peixes morreram envenenados e já se pode sentir o “cheiro” a kilometros de distância. Esse é o quadro que o Brasil precisa saber. Divulguem para que outras tragédias possam ser evitadas. Talvez a próxima seja a dos lixões, ou das enormes pastagens que avançam derrubando as florestas, ou quem sabe, as imensas lavouras de soja??? Informem, manifestem a indignação pacífica, sem revolta ou violência. Chega de violência contra povo Brasileiro, menos ganância, é o que precisamos. Obrigado por me ler! É apenas o desabafo de um Valadarense, mineiro, brasileiro e … ser humano.”


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Revista Diálogos do Sul

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