Pesquisar
Pesquisar

“Deputados prestarão contas” em 2022 se soltarem Daniel Silveira, diz Marco Aurélio

Conforme determina a lei, a Câmara dos Deputados votará se Silveira deve permanecer preso ou não
Redação Sputnik Brasil
Sputnik Brasil
Rio de Janeiro (RJ)

Tradução:

Marco Aurélio Mello, ministro do STF, disse que, se a Câmara “virar as costas ao povo brasileiro”, afastando a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), parlamentares “prestarão contas” nas eleições.

Silveira foi preso na noite de terça-feira (16), após publicar vídeo com ataques a membros do Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. 

No dia seguinte, o caso foi discutido no plenário do STF, que, por 11 votos a zero, decidiu manter a prisão do deputado. Silveira também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por agressão verbal e coação. 

No entanto, conforme determina a lei, a Câmara dos Deputados votará se Silveira deve permanecer preso ou não.

Marco Aurélio ressaltou que a regra estipula que os deputados podem deliberar sobre o caso, mas defendeu a manutenção da prisão, chamando o parlamentar do PSL de “fanático” e “populista“. 

“Se por acaso, a Câmara dos Deputados, a meu ver, virar as costas ao povo brasileiro, afastando a prisão desse moço, um populista de direita, fanático e, portanto, de uma agressividade ímpar, eu diria superexagerada, os deputados prestarão contas nas eleições de 2022 aos eleitores”, disse Marco Aurélio, nesta quinta-feira (18), em entrevista à Rádio Bandeirantes.

‘Dando soco em ponta de faca’

Em declarações anteriores, o decano do STF já tinha rejeitado um possível acordo para libertar Silveira, por meio do qual, em contrapartida, o deputado poderia ser suspenso de suas atividades. Desta vez, Marco Aurélio disse que “não fuma o cachimbo da paz” e rejeitou negociações com os deputados. 

Sempre atuei assim dando soco em ponta de faca e pegando no pesado porque eu não sou locutor de assessor, eu trago processos para casa. Não ocupo uma cadeira voltada às relações públicas“, afirmou. 

O ministro disse ainda que, a essa altura, “ninguém coloca em dúvida a periculosidade do preso“. Ele defendeu a liberdade de expressão, mas afirmou que isso não isenta os indivíduos de responsabilidade

“A liberdade de expressão não isenta àquele que a utiliza de responsabilidade, quer no campo civil, quer no campo administrativo , quer no campo penal. E nós vivemos em sociedade, em sociedade que pressupõe humanidade, civilização e respeito mútuo“, ponderou Marco Aurélio Mello.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

Veja também

   

Se você chegou até aqui é porque valoriza o conteúdo jornalístico e de qualidade.

A Diálogos do Sul é herdeira virtual da Revista Cadernos do Terceiro Mundo. Como defensores deste legado, todos os nossos conteúdos se pautam pela mesma ética e qualidade de produção jornalística.

Você pode apoiar a revista Diálogos do Sul de diversas formas. Veja como:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Sputnik Brasil

LEIA tAMBÉM

Lula
Frei Betto | Para Lula, momento exige maior sintonia entre governo e movimentos sociais
Lula-RS-Brasil (2)
Nas mãos de Lula, caos no RS é sequela do bolsonarismo: desmonte ambiental e fake news
mães - palestina
Dia das Mães: algumas mães só querem a paz de presente, lembra ato pró-Palestina em Brasília
RS - inundações
Chamado à solidariedade internacionalista: inundação no RS demanda mobilização