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Desemprego chega a 12,9% em maio e atinge 12,7 milhões de pessoas no país, diz IBGE

População ocupada caiu 8,3% em relação ao trimestre anterior e 7,5% em comparação com o mesmo trimestre de 2019
Redação Brasil de Fato
Brasil de Fato
São Paulo (SP)

Tradução:

A taxa de desocupação aumentou em 1,2% entre março e maio de 2020 em relação ao conjunto trimestral de meses anteriores, ou seja, de dezembro de 2019 a fevereiro deste ano.

Isso significa que o desemprego atingiu o índice de 12,9% da população economicamente ativa, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira (30).

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Em termos absolutos, o percentual representa 12,7 milhões de pessoas desocupadas. Sob outra ótica, a população ocupada caiu 8,3% em relação ao trimestre anterior e 7,5% em comparação com o mesmo trimestre de 2019. Segundo o IBGE, as quedas representaram recordes na série histórica. 

População ocupada caiu 8,3% em relação ao trimestre anterior e 7,5% em comparação com o mesmo trimestre de 2019

Reprodução: Twitter
Mutirão promovido pela UGT escancara o drama do desemprego no Brasil

A taxa composta de subutilização, que representa o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas (ou seja, que poderiam trabalhar por mais horas) e inativos (aqueles que possuem potencial para trabalhar), também bateu recorde: um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, chegando a 27,5%, e 2,5% quando comparada ao mesmo trimestre de 2019 (25%). 

Na mesma linha, o recorde também se deu em cima da população subutilizada: parcela que reúne subocupados, desalentados (aqueles que desistiram de procurar por emprego) e a parcela da população que não consegue mais buscar trabalho por motivos diversos.

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Esse índice chegou a 30,4 milhões de pessoas, um aumento de 3,6 milhões de pessoas em relação ao trimestre anterior e 1,8 milhão de pessoas a mais na comparação com o mesmo trimestre de 2019. Em termos percentuais, o crescimento foi de 13,4%. 

Separadamente, o aumento de desalentados foi de 15,3% em relação ao trimestre dezembro-fevereiro, chegando a 5,4 milhões de pessoas, e de 10,3% na comparação com março-maio de 2019. 

Outro recorde também se deu na diminuição de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado: caiu para 31,1 milhões de empregados. O número significa uma diminuição de 7,5% em relação ao trimestre anterior e 6,4% abaixo do mesmo período de 2019.

A pesquisa do IBGE também mostrou que a taxa de informalidade atingiu 37,6% da população ocupada, ou seja, 32,3 milhões de trabalhadores informais. No trimestre dezembro-fevereiro, a o índice havia sido de 40,6%, e, no mesmo de 2019, de 41%.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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