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Devemos refletir se ainda queremos nações que explorem umas às outras, diz Papa

Para o pontífice, é inaceitável que “esta forma de pensar e viver” continue sendo a mesma depois da crise da pandemia
Mariane Barbosa
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

Uma das vozes mais poderosas do mundo em tempos de crise mundial, mais uma vez, o Papa Francisco l, por meio de uma entrevista concedida à Studia Moralia, a revista científica da Academia Alfonsiana, nos convida a uma reflexão cuidadosa sobre algumas questões morais e particularmente urgentes em meio a pandemia.

“Todos devemos agir de maneira responsável, queiramos ou não uma humanidade mais humana, sem escravos, sem homens e mulheres explorados. Devemos perguntar-nos se ainda queremos nações que exploram outras nações.”, diz o pontífice.

Para o Papa, é inaceitável que “esta forma de pensar e viver” continue sendo a mesma depois da crise da pandemia. “Creio que a teologia moral deve ajudar a conscientizar sobre aqueles pecados que o mundo incorporou agora à sua normalidade e já não os percebe como tais”, pontua.

Para o pontífice, é inaceitável que “esta forma de pensar e viver” continue sendo a mesma depois da crise da pandemia

Vatican News
Para o Papa, é inaceitável que “esta forma de pensar e viver” continue sendo a mesma depois da crise da pandemia.

Globalização da indiferença

O Santo Padre alerta para o fato de que a realidade desta crise mundial se enxerga melhor dentro das periferias. “Do centro, tens uma visão adoçada e distorcida, enquanto da periferia vês a realidade crua e real, sem nenhuma máscara.” 

“A indiferença hoje em dia é uma forma de defender-se. É uma quarentena que escolho para mim mesmo, para proteger-me do vírus da realidade”, diz o Papa ao encorajar seus fiéis a irem “direto às periferias”, num sentido “prático e real”.

“Necessitamos abrir-nos a um encontro concreto com as periferias existenciais sem cair na armadilha de fazer reflexões teóricas que nunca encontraram realmente o drama e a beleza da realidade”, conclui.

* Com a colaboração de Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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