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Diálogos literários: 10 escritores negros que precisamos ler ao menos uma vez na vida

A visibilidade dos escritores negros ainda é pequena perto da quantidade e da qualidade desses autores

José Figueiredo
Desacato
São Paulo (SP)

Tradução:

Embora hoje haja mais espaço para autores negros negros, o fato é que a sua visibilidade ainda é pequena perto da quantidade e da qualidade desses autores.

Assim, separamos Cultura, literatura, escritores negros

Antes, algumas ressalvas.

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A lista não contém nenhum nome brasileiro, pois já temos uma lista de escritores brasileiros negros que você pode conferir clicando aqui.

Também tentamos separar autores dos mais variados gêneros. Logo, se você acha que faltou algum ou tem uma contribuição legal, indique nos comentários.

A visibilidade dos escritores negros ainda é pequena perto da quantidade e da qualidade desses autores

Desacato
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Ngugi wa Thiong’o

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O escritor nasceu em 1938, em uma região rural do Quênia, durante a ocupação britânica. Um das principais vozes da literatura africana contemporânea e frequentemente cotado para receber o Prêmio Nobel de Literatura, Ng?g? wa Thiong’o revisita sua infância em Sonhos em tempo de guerra, primeiro volume de suas memórias. Já Um grão de trigo trata do difícil processo de independência do Quênia. Além de romances, publicou peças de teatro, ensaios e livros infantis. Infelizmente, boa parte da sua obra ainda não se encontra traduzida em português.

Toni Morrison

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Nasceu em 1931, em Ohio, nos Estados Unidos. Formada em letras pela Howard University, estreou como romancista em 1970, com O olho mais azul. Em 1975, foi indicada para o National Book Award com Sula, e dois anos depois venceu o National Book Critics Circle com Canção de Solomon. Amada lhe valeu o prêmio Pulitzer. Foi a primeira escritora negra a receber o prêmio Nobel de literatura, em 1993.

James Baldwin

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Um dos nomes mais destacados da literatura americana do século XX, James Baldwin nasceu em Nova York em 1924. É autor de várias obras de ficção, entre elas O quarto de Giovanni e Terra estranha. Entre seus principais temas, sobressaem a luta racial e as questões de sexualidade e identidade.

Alice Walker

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Alice Walker é internacionalmente conhecida por sua participação em movimentos pelos direitos civis, principalmente das causas negra e feminina. Além de romancista premiada, é também autora de contos, ensaios, poemas e vários livros infantis. Sua obra está traduzida para mais de vinte línguas. Publicou as obras A cor púrpura (adaptado para o cinema por Steven Spielberg), O templo dos meus familiares, Vivendo pela palavra e Rompendo o silêncio.

Chinua Achebe

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Achebe nasceu na Nigéria em 1930. É um dos mais respeitados autores africanos do século XX. Atuou na diplomacia durante os conflitos entre o governo nigeriano e o povo ibo, no final da década de 1960. Recebeu o Man Booker International, um dos mais importantes prêmios das literaturas de língua inglesa. Publicou os romances A flecha de deus, O mundo se despedaça, entre outros.

Maya Angelou

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A autora nasceu em 1928 em St. Louis, nos Estados Unidos. Reconhecida como grande poetisa norte-americana e figura influente da cultura afroamericana, Angelou lutou pelos direitos civis e pela igualdade por toda a sua vida. Publicou livros desde literatura infanto-juvenil à poesia. Seu livro Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, retratando sua infância sofrida enquanto mulher negra no sul americano, é um marco sobre a beleza e a crueldade do século XX.

Wole Soyinka

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Wole Soyinka nasceu na Nigéria, em 1934. Fez faculdade na Universidade de Leeds, Inglaterra, onde se formou com menção honrosa em literatura inglesa. Em 1967, durante a Guerra civil em seu país, ele foi preso pelo Governo Federal. Na prisão, escreveu poemas que mais tarde viriam a ser publicados em uma coleção, sob o título Poems from Prison. Soyinka tem criticado abertamente as administrações da Nigéria e de tiranias políticas mundo afora. Foi o primeiro autor negro africano a vencer o Nobel de Literatura em 1986.

Octavia E. Butler

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Octavia Butler at home. A lifelong bibliophile, she considered libraries sacred spaces.

Filha de um engraxate e uma empregada doméstica, a Grande Dama da Ficção Científica nasceu na Califórnia, em 1947. Ao longo de sua carreira, foi laureada com o MacArthur Fellowship, Hugo, Nebula e Locus Awards, além de ser indicada mais de 20 vezes à prêmios. Representava em seus livros heroínas negras e explorava temas como raça, empoderamento feminino, divisão de classe, sexualidade e escravidão. Entre suas obras, se destacam A parábola do semeador e Kindred.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

José Figueiredo

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