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Edwards, dono de El Mercurio, expulso da Ordem

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Comunicado Oficial Histórico: Colégio de Jornalistas expulsa Agustín Edwards, dono do El Mercurio, por graves faltas éticas

Javiera Olivares informando sobre a decisão histórica Javiera Olivares informando sobre a decisão histórica

O Tribunal de Ética do Conselho Metropolitano do Colégio de Jornalistas do Chile, informou que expulsou o proprietário de El Mercurio, Agustín  Edwards por graves faltas éticas. O dono do jornal tem dez dias para apelar ao Tribunal Nacional de Ética e Disciplina. A sustentação da representação foi seu papel como jornalista e diretor de um meio no marco da conspiração, com recursos de Estados Unidos, para derrubar o presidente Salvador Allende e os arranjos para legitimar a tortura de dois jovens durante a visita do papa João Paulo II.

O Tribunal Regional de Ética e Disciplina do Conselho Metropolitano do Colégio de Jornalistas de Chile, presidido por Doris Jiménez, informou formalmente à direção nacional sua decisão de acolher o requerimento de um grupo de colegiados, com o patrocínio do advogado Luis Cuello, apresentado em novembro de 2014 solicitando a expulsão do dono de El Mercurio, Agustín Edwards Eastman.

A decisão, qualificada de histórica pela presidenta da Ordem Javiera Olivares, se sustenta no desempenho de Edwards no inicio dos anos 1970 como jornalista e dono de El Mercurio, quando recebeu fundos da Agência Central de Inteligência (CIA) de Estados Unidos com o fim de desestabilizar através de operações comunicacionais o governo de Salvador Allende Goossens. Suas ações propiciaram o golpe de Estado que as forças armadas executaram em 11 de setembro de 1973.

A estes fatos acrescenta-se sua atuação em abril de 18987, como diretor do mesmo medio, por ocasião da visita do papa João Paulo II, quando El Mercurio se prestou para uma armação dos organismos de segurança do Estado para legitimar a detenção e posterior tortura de Iván Barra Stuckrathy e Jorge Jaña Obregón. O jornal publicou as fotografias sob o título “Identificados violentos do PC no Parque O’Higgins, em cumplicidade com o governo da época.

“Isto é um passo muito importante para nosso colégio. Indica que a esta altura de nossa democracia um organismo colegiado como o nosso, de defende a democracia, não está disposto a ter integrantes que tenham cometido atos com os quais foram cúmplices de momentos dos mais obscuros para o Chile. De tortura, detenção e de morte”, expressou Olivares ao comunicar a decisão.

Neste sentido, indicou que a medida “tem relação, sem d/vida, com o papel que desempenhou um meio de comunicação que se silenciou diante de atentados aos direitos humanos em momentos de ditadura, em que se assassinou, torturou e desapareceu tente. Que isso seja sancionado e implique a expulsão de um colegiado creio que verdadeiramente é um marco histórico para nossa democracia”.

A representação contra Agustín Edwards foi realizada por diversos colegiados, que também integram a direção nacional: a presidenta Javiera Olivares, o primeiro vice presidente Patricio Martínez, o segundo vice presidente Patricio Segura, o tesoureiro Igor Mora, a secretaria geral Vanessa Sabioncello, a conselheira nacional Evelyn Miller e o colegiado Marco Callardo. A eles se somaram a presidenta do Agrupamento de Familiares de Executados Políticos, Alicia Lira Matus e a presidenta do Agrupamento de Familiares de Detidos Desaparecidos, Lorena Pizarro.

A partir do momento da notificação, Agustín Edwards tem dez dias para apelar ao Tribunal Nacional de Ética e Disciplina, cuja resolução poderá ser apelada à Corte de Apelações respectiva. Não obstante, em geral nessa instância são confirmadas as decisões definitivas adotadas pelo Colégio de Jornalistas.

Fonte: Colégio de Jornalistas de Chile – – http://www.colegiodeperiodistas.cl/2015/04/comunicado-oficial-historico-colegio-de.html


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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