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Eleições na Bolívia: Carlos Mesa foi maior beneficiado do golpe contra Evo Morales

De acordo com pesquisas recentes, Mesa é o segundo colocado na corrida eleitoral. Eleições serão realizadas neste domingo (18) e são decisivas para região

Redação
Diálogos do Sul Global
Jundiaí

Tradução:

Carlos Mesa foi o maior beneficiado com o golpe de 2019 contra Evo Morales. Naquele ano, concorreu contra o ex-presidente e foi derrotado nas urnas.

De acordo com pesquisas recentes, Mesa é o segundo colocado na corrida eleitoral. Levantamento do Centro de Estudos Latino-Americanos de Geopolítica (Celag), o candidato tem 27,9% das intenções de voto. Luis Arce tem 36,4% e Fernando Camacho, 12,5%. 

Mesa é muito próximo ao poder no país. Jornalista, foi vice-presidente de Gonzalo Sánchez de Lozada, que deixou mais de 60 mortos ao reprimir um protesto popular em 2002. 

No período de 2001 a 2005, a Bolívia teve cinco presidentes, Mesa entre eles. Em nova investida, governou o país entre outubro de 2004 e março de 2005. Após sua renúncia, Evo Morales foi eleito. 

Acompanhe a cobertura das eleições na Bolívia

O candidato se considera o último presidente neoliberal do país. Possivelmente ele não está contando com a presidência de Jeanine Añez (2019-2020)

Se eleito, vai aproximar a Bolívia do chamado Grupo de Lima, que tem como bandeira principal a derrubada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Mesa tem como objetivo, em um eventual segundo turno, catalisar os votos anti-Evo no país. 

Eleições

A Bolívia realiza, neste domingo (18), eleições para eleger presidente e vice-presidente, senadores e deputados. 

De acordo com a lei eleitoral boliviana, para vencer em um primeiro turno, é preciso ter 50% mais 1 dos votos ou ter 40% mais um e abrir dez pontos percentuais em relação ao segundo colocado.

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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