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Eles dão às palavras o sentido que querem e enganam a todos, diz editor da Diálogos do Sul

Em discurso no Primeiro Encontro dos amigos da revista, Paulo Cannabrava alerta sobre a ditadura do capital financeiro e avanço do neopentecostalismo
Redação Diálogos do Sul
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

“A luta é de libertação nacional”. Essa foi a mensagem passada por Paulo Cannabrava Filho, editor da Diálogos do Sul, no Primeiro Encontro da revista, realizado no último domingo (19), em São Paulo. Parafraseando seu amigo Carlos Marighela, o jornalista e escritor encorajou todos que estavam reunidos para irem à luta contra o imperialismo e as oligarquias controladas por esse poder.

Em seu discurso, Cannabrava explica que, no Brasil de hoje, enfrentamos uma guerra que se faz com as palavras, absolutamente virtual, chamada por ele de “guerra psicossocial virtual”.

“Estão dando às palavras o sentido que eles querem. Estão enganando todo mundo”, denuncia, “Estão impondo, tanto nas universidades, como principalmente na mídia hegemônica, o pensamento único imposto pelo capital financeiro e isso está contaminando tudo.”

Em discurso no Primeiro Encontro dos amigos da revista, Paulo Cannabrava alerta sobre a ditadura do capital financeiro e avanço do neopentecostalismo

Diálogos do Sul
“A Diálogos do Sul está agindo como uma porta-voz da identificação da realidade e está com a porta aberta para as propostas alternativas”

Outra preocupação que chama atenção do jornalista é o avanço neopentecostal. “Por causa de sua permeabilidade, [o movimento] conseguiu se infiltrar, se meter em toda periferia, em todo interior do país e a estratégia deles é fazer um estado teocrático sionista”, alerta.

“Muitos ainda não percebem o perigo real que está sendo esse avanço do neopentecostalismo e dos grupos fascistas que acompanham esse pensamento”, diz o jornalista ao questionar “como é que nós vamos enfrentar isso?”

“O início é a compreensão do que está se passando, a compreensão do inimigo principal, e o entendimento de que a luta é de salvação nacional”, explica e finaliza com um chamado: “A Diálogos do Sul está agindo como uma porta-voz da identificação da realidade e está com a porta aberta para as propostas alternativas”, conclui.

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Assista a íntegra do discurso:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Diálogos do Sul

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