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Enquanto a pandemia avança, Lula muda cenário e Bolsonaro despenca nas pesquisas

Atual presidente, que só pensa na sua reeleição em 2022 e na proteção da sua famiglia, não deve ter gostado do resultado dessas últimas sondagens

Altamiro Borges
Blog do Miro
São Paulo (SP)

Tradução:

A pandemia avança, a economia afunda e o “idiota” do Jair Bolsonaro perde popularidade. O genocida engana cada vez menos brasileiros com seu “mimimi e frescuras”.

Duas pesquisas divulgadas na semana passada – da XP/Ipespe e da Exame/Ideia – confirmam o persistente e consistente aumento da rejeição do laranjal. A coisa está ficando feia!

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Na pesquisa XP/Ipespe, a porcentagem dos que consideram a gestão de Bolsonaro ruim ou péssima pulou de 42%, em fevereiro, para 45% em março.

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A trajetória de alta na avaliação negativa vem se desenhando desde outubro de 2020, quando estava em 31%. Já na sondagem produzida pela Exame/ideia, a desaprovação passou de 43%, no mês passado, para 46% no atual – e a aprovação do governo caiu de 31% para 28%.

Atual presidente, que só pensa na sua reeleição em 2022 e na proteção da sua famiglia, não deve ter gostado do resultado dessas últimas sondagens

Rede Brasil Atual
O atual presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva

O desastre no enfrentamento à Covid

Quando os brasileiros são questionados sobre a atuação do presidente no combate da Covid, aí o “capetão” arde de vez no inferno: 61% consideram ruim ou péssima na pesquisa XP/Ipespe. Em fevereiro, 53% avaliavam negativamente.

18% dos entrevistados aprovam a forma como o governo enfrenta a pandemia.

Em relação à percepção sobre o risco do novo coronavírus, cresceu o número dos que responderam estar com “muito medo” – de 39% para 49% no período.

Sobre o tema
Com histórico de Bolsonaro, como é possível que 30% dos brasileiros ainda o aprovem?

Já sobre a lentidão da vacinação, 52% culpam Bolsonaro; 19% responsabilizam o governador do estado; e 4%, o prefeito da cidade – segundo a sondagem da Exame/Ideia.

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As pesquisas ajudam a entender o rápido recuo do “capetão”, que até colocou máscara de proteção em uma solenidade – mas já enfiou novamente em outro lugar, recuando do recuo!

Reflexos na disputa eleitoral de 2022

Jair Bolsonaro, que só pensa na sua reeleição em 2022 e na proteção da sua famiglia, não deve ter gostado do resultado dessas pesquisas e de outras sondagens feitas diariamente pelo próprio governo.

Apesar de tentar aparentar confiança, ele sabe que a surpreendente decisão do ministro lavajatista Edson Fachin, que anulou as condenações do ex-presidente Lula – devolvendo sua elegibilidade roubada – terá forte impacto neste cenário de pandemia e crise econômica.

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A XP/Ipespe até já fez a primeira sondagem sobre as perspectivas eleitorais – apesar da reviravolta no Supremo Tribunal Federal (STF) estar muito fresca.

Na pesquisa estimulada, Jair Bolsonaro surge com 27% das intenções de voto, enquanto Lula já desponta com 25%. Eles são seguidos pelo ex-ministro Sergio Moro (10%); Ciro Gomes (9%); e Luciano Huck (6%). Só o fato de Lula ter se tornado elegível com a decisão do STF fez com que sua intenção de voto pulasse de 17% para 25%.

Os demais nomes cotados como possíveis presidenciáveis, como o governador tucano João Doria e o demo Luiz Henrique Mandetta alcançam juntos 10%. Em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o “capetão” tem 41% e o petista tem 40%. As pesquisas não foram nada boas para o neofascista no poder.

* Segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana, 54% dos brasileiros veem sua atuação como ruim ou péssima. Na pesquisa passada, realizada em 20 e 21 de janeiro, 48% reprovavam o trabalho de Bolsonaro na pandemia.

Altamiro Borges é jornalista e editor do Blog do Miro.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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