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Estados Unidos retiram toneladas de ouro da Síria, em acordo com o Estado Islâmico

Ação foi feita no âmbito de um acordo com o grupo terrorista, o que envolveu a evacuação dos seus militantes, como informa a agência SANA
Redação AbrilAbril
AbrilAbril

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“Quando tenta convencer o mundo da sua vitória imaginária sobre o Daesh [também conhecido como Estado Islâmico], Washington está ainda cooperando com a organização terrorista”, afirma a agência SANA numa matéria publicada neste sábado, acrescentando que esta cooperação envolve “ouro roubado”.

Tendo por base fontes locais, a agência estatal síria refere que as “forças estadonidenses, presentes na Síria de forma ilegal, usaram helicópteros para transportar grandes caixas cheias de “despojos” dos terroristas do Daesh da região de al-Dashisha, no Sul da província de Hasaka”.

As mesmas fontes referem que as caixas continham grandes quantidades de ouro que o grupo terrorista tinha armazenado a leste da cidade de al-Shadadi – uma informação que, sublinha a SANA, vem confirmar informações prévias que davam conta de que o Daesh tinha transportado para al-Dashisha cerca de 40 toneladas em barras de ouro roubadas na cidade iraquiana de Mossul e em várias partes da Síria.

Ainda de acordo com as fontes locais, helicópteros dos EUA aterrisaram anteriormente em Hajjin, na província de Deir ez-Zor, e al-Dashisha, na de Hasaka, de onde levaram terroristas do Daesh que se tinham entregado às tropas estadonidenses, voando depois em direção ao local onde se encontrava o ouro e fechando assim um “negócio” que, alegadamente, terá envolvido a evacuação de centenas de militantes do Daesh – a Prensa Latina refere-se a 440.

Ação foi feita no âmbito de um acordo com o grupo terrorista, o  que envolveu a evacuação dos seus militantes, como informa a agência SANA

A Síria acusa as tropas estadunidenses de mais uma "cooperação" com os terroristas do Daesh, desta vez envolvendo "ouro roubado"

Colaborações frequentes

Washington ainda não comentou estas informações. Recorde-se que as tropas estadunidenses e a chamada “coligação internacional” liderada pelos EUA têm sido reiteramente acusadas de transportar militantes do Daesh, “salvado-lhes a pele” em situações de aperto e dando-lhes, inclusive “novo uso”.

O Irã acusou os EUA de transportar “um grande número de terroristas do Daesh” para o Afeganistão a partir da Síria, sublinhando a desestabilização que tal fato poderá provocar na região da Ásia Central, lembra a Al-Masdar News.

Por seu lado, em 22 de Setembro de 2018, a agência SANA reportou a existência de uma operação, por parte da “coligação internacional”, de transporte aéreo de terroristas do Daesh, que foram levados dos arredores de al-Marashida, na província de Deir ez-Zor, para parte incerta.

Um ano antes, em Setembro de 2017, diversas fontes disseram à RIA Novosti que os militares estadunidenses tinham transportado membros do Daesh da região de al-Mayadin, em Deir ez-Zor, para parte incerta, quando o cerco do Exército Árabe Sírio apertava.

Numa reportagem publicada em Novembro de 2017, a BBC revelou vários detalhes de um acordo secreto que permitiu que centenas de combatentes do Daesh e as suas famílias saíssem da cidade Raqqa, em meados de Outubro desse ano, acompanhados e protegidos pela coligação liderada pelos EUA, pouco antes de as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS) terem decretado a libertação da cidade


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação AbrilAbril

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