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Estratégia antidrogas dos EUA provoca críticas e desconfiança

Revista Diálogos do Sul

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maconha 567
maconha já supera trigo e milho em importancia

A nova estratégia antidrogas dos Estados Unidos foca este mal como um problema de saúde, em momentos em que mais de 70% dos estadunidenses consideram um fracasso a luta contra esse flagelo.

O diretor de Política Antidroga da Casa Branca, Gil Kerlikowske, apresentou as linhas para 2012 para esse tema na Escola de Medicina John Hoipkins no estado de Maryland, que inclui uma maior ênfase no uso de tratamentos médicos para combater o vício.

Não obstante, os esforços do Executivo nesse sentido implicam uma mudança no sistema sanitário porque requer que as companhias seguradoras cubram os cuidados de milhões de novos pacientes da mesma forma que fazem com as enfermidades crônicas como a diabete.

A estratégia anunciada apelo chamado Tzar da Droga, também coloca maior ênfase na necessidade de uma reforma do sistema de justiça penal que inclua a instalação de tribunais especiais e programas de investigação dirigidos a reduzir as prisões relacionadas com esses delitos.

Esta medida, de acordo com especialistas, estaria dirigida também para diminuir pelo menos em algo a população penal dos Estados Unidos, a maior do mundo, com mais de dois milhões de réus, aproximadamente uma para cada 100 habitantes.

Kerlikowske afirmou que o problema da droga continua encerrado num debate com uma forte carga ideológica em um tema em que não existe respostas simples.

Segundo o funcionário federa, a legalização do uso da maconha em estados como Washington e Colorado não mudará a missão principal do departamento que ele dirige que é a luta contra o problema da droga no nível de todo o país, o que não será resolvido com a legitimação do uso.

Um total de 18 estados e o Distrito de Columbia – onde está a capital do país – legalizaram o consumo da maconha como tratamento médico, 16 territórios descriminaram, enquanto em Colorado e Washington os eleitores decidiram regulamentar da mesma forma que o álcool.

O texto apresentado por Kerlikowske devia recursos que se utilizam para reprimir o consumo e tráfico de drogas para combater outras infrações consideradas mais sérias pelas autoridades estadunidenses, assinala o jornal The Washington Post.

Apesar da retórica da estratégia, o orçamento antidrogas continua com o mesmo desequilíbrio de sempre, ao dedicar quase 60%  dos recursos para a repressão ao uso e tráfico de estupefacientes e menos dinheiro ao aspecto sanitário e preventivo.

Críticos da nova política assinalam que este suposto ênfase inclui elementos de sansões penais, como a criação do sistema de cortes antidrogas, onde os enformes estão sujeitos a castigos legais se não se realizam as provas pertinentes ou se ausentem de uma consulta médica.

Segundo Bill Piper, diretor de assuntos nacionais da orga nizaçao nao governamental Aliança para a Política Antidroga, enquanto as autoridades prendem milhares de pessoas por consumir estupefacientes, não pode izer que enfrentam o problema do ponto de vista da saúde.

De acordo com Piper, não existe outro procedimento médico para o qual os pacientes sejam enviados a prisão pra ser curados. Portanto, a simples expansão dos serviços hospitalares para est mal não é suficiente, dado q que a estratégia da Casa Branca continua centrada em medidas punitivas contra os viciados.

Nesse sentido, segundo o Post, mais de 750 mil estadunidenses são presos anualmente pela posse de quantidades ínfimas de maconha.

De acordo com cifras oficiais, quase 23 milhões de estadunidenses maiores de 12 anos consomem algum tipo de droga, o que equivale a 8,9% da população.

Além de ser o maior consumidor de drogas ilícitas do mundo, Estados Unidos está se convertendo em importante produtor, como é o caso da maconha, que já é a maior cultura comercial do país com um valor superior ao do milho e do trigo combinados.

 

Prensa Latina de Washington para Diálogos do Sul


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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