Pesquisar
Pesquisar

EUA: pré-candidato democrata, Sanders quer proibir doação de campanha das corporações

Outra ação do plano do senador, inclui impedir a publicidade durante os debates primários presidenciais
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Washington

Tradução:

O senador independente e candidato à presidência estadunidense, Bernie Sanders, lançou hoje um plano destinado a tirar o dinheiro corporativo das atividades e organizações políticas do país, inclusive do Comitê Nacional Democrata (DNC).

A proposta pede que sejam proibidas as doações de lobistas e corporações federais, ao mesmos tempo que exige uma emenda constitucional para deixar claro “que o dinheiro não é discurso e que as corporações não são pessoas”, o que anularia uma decisão da Corte Suprema de Justiça sobre o financiamento de campanhas. 

Caso se converta em presidente do país, Sanders também aboliria a Comissão de Eleições Federais, que qualificou de inútil, e a substituiria por “uma verdadeira agência de aplicação da lei” chamada Administração Federal de Eleições.

O plano, difundido na página digital do legislador por Vermont, também impediria todas as doações corporativas para eventos de lançamento e limitaria as contribuições individuais a um máximo de 500 dólares.

A esse respeito, o documento criticou os doadores corporativos que gastam enormes quantidades de dinheiro em eventos desse tipo como o lançamento da campanha do atual presidente republicano Donald Trump, para quem empresas como AT&T, Boeing, Exxon Mobil, General Motors e algumas prisões privadas deram centenas de milhares de dólares. 

É absolutamente absurdo que a estas entidades se lhes permita gastar enormes somas de dinheiro na tentativa de ganhar o favor do presidente e do vice-presidente dos Estados Unidos, advertiu o texto da iniciativa.

Sanders, que é um dos 19 aspirantes que busca a indicação do Partido Democrata para as eleições de novembro de 2020, sustentou que também buscará pôr fim à influência das corporações no DNC. 

Para isso, vetará as doações de lobistas e corporações federais e estabelecerá uma proibição permanente de lobby para os presidentes e co-presidentes do partido nacional, entre outras medidas. 

Outras ações do plano do senador, que interrompeu temporariamente seus eventos de campanha na semana passada após sofrer um ataque cardíaco, incluem impedir a publicidade durante os debates primários presidenciais e instituir uma proibição permanente de lobby para ex-membros do Congresso.

Segundo a publicação Político, a proposta de Sanders poderia reavivar as tensões de sua campanha com o DNC, cujos funcionários explicaram no mês passado a forma como as corporações poderiam contribuir para a Convenção Nacional Democrata de julho de 2020, da qual sairá o candidato da agrupação às eleições presidenciais de novembro. 

Tanto o legislador por Vermont como sua colega na Câmara Alta, Elizabeth Warren, também aspirante presidencial, renunciaram a aceitar dinheiro dos chamados Comitês de Ação Política ou realizar eventos de arrecadação de fundos com doadores ricos, e focalizaram o financiamento de suas campanhas nos doadores de base.

*Tradução: Beatriz Cannabrava

**Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Veja também


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Prensa Latina

LEIA tAMBÉM

Netanyahu
Pouco há para comemorar na decisão da Corte Penal Internacional contra Netanyahu
Nationale Sozialisten,Demonstration,Recht auf Zukunft,Leipzig,17
Conluio da extrema-direita realizado em Madri é só a ponta do iceberg
EUA-fentanil
A DEA, a ofensiva contra o México, o fentanil e os mortos por incúria
Wang-Wenbin-China
China qualifica apoio dos EUA a separatismo em Taiwan como “grave violação” e exige retratação