Pesquisar
Pesquisar

“Fazer canções têm uma considerável implicação política”, diz Silvio Rodríguez

"Em certo sentido todas as canções, falem do que falem, são políticas", declarou Rodriguez, que também falou em seu mais recente disco “Para la espera”
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Buenos Aires

Tradução:

O renomado cantor e compositor Silvio Rodriguez disse que o guerrilheiro Ernesto Che Guevara exerceu influência sobre ele, e seu exemplo de internacionalismo despertou seu desejo de tratar de imitá-lo. 

“Por isso, em 1976 estive duas vezes na guerra de Angola”, sustentou em uma entrevista exclusiva ao diário Página 12, na qual assinala de que forma o Chê deixou sua marca naquela pessoa que começava a fazer arte. 

Em seu diálogo com também falou em seu mais recente disco “Para la espera”, composto por 13 canções, 10 delas inéditas. 

Nesse álbum há canções como Noche sin fin y mar, que dedica a seu amigo, o espanhol Luis Eduardo Aute, falecido este ano.  Está também Después de vivir, que é como uma pausa, uma espécie de respiro antes de soltar amarras, descreveu.

"Em certo sentido todas as canções, falem do que falem, são políticas", declarou Rodriguez, que também falou em seu mais recente disco “Para la espera”

Wikimedia Commons
O renomado cantor e compositor cubano Silvio Rodriguez.

Abordado sobre a política em suas canções, o autor de Oléo de mujer con sombrero sublinhou que em certo sentido todas as canções, falem do que falem, são políticas. 

“Tudo o que nos identifica com algo, à sua maneira, está fazendo um trabalho político; toda proposição, embora seja enviesadamente, é como uma espécie de convite; inclusive o que chega pela via sentimental”, expressou.

“Caso se refira a isso, estamos de acordo. A realidade é política. Uma pessoa vai de sua casa ao trabalho e tudo o que vê e escuta pode levá-lo a votar por algo, ou não. Claro que fazer canções têm uma considerável implicação política, ainda mais se a pessoa se atreve a expô-la”, remarcou.

Ao ser perguntado se o mundo aprenderá de tudo isso da pandemia, Rodriguez precisou que “as proporções do que está passando conosco, apontam para um grande aprendizado. Embora tenha havido outras na história, que foram esquecidas. Dizem que somos assim. Aprenderemos a ser melhores? Oxalá”, concluiu.

Redação Prensa Latina

Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

Veja também

 

   

Se você chegou até aqui é porque valoriza o conteúdo jornalístico e de qualidade.

A Diálogos do Sul é herdeira virtual da Revista Cadernos do Terceiro Mundo. Como defensores deste legado, todos os nossos conteúdos se pautam pela mesma ética e qualidade de produção jornalística.

Você pode apoiar a revista Diálogos do Sul de diversas formas. Veja como:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.

Redação Prensa Latina

LEIA tAMBÉM

G20 em quadrinhos | nº 8: Sociedade
G20 em quadrinhos | nº 8: Futuro
image-1200-c98a0a4e5bc2dc2e2419bb901e84fd74
G20 em quadrinhos | nº 7: Sociedade
10259
A epopeia da Marselhesa: hino da revolução francesa
Octavio_Brando
O marxismo de Octávio Brandão, um barbeiro e trabalhador itinerante