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Felipe Bianchi: Como no Brasil, mídia argentina abraça fascismo para barrar progressismo

Em entrevista, o jornalista da ComunicaSul, que cobre as eleições direto do país vizinho, fala sobre os impactos do discurso outsider de Milei

Guilherme Ribeiro, Sonia Maria
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

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“O que acontece na Argentina é a adesão [da grande mídia] a candidaturas que tenham características fascistas como forma de barrar o progressismo e emplacar uma agenda privatizante”, afirma o jornalista da ComunicaSul Felipe Bianchi, que reporta direto do país vizinho o primeiro turno das eleições.

Nesta quinta-feira (19), ele foi recebido no programa “Café da manhã”, do Canal DCM, e falou sobre os impactos do discurso de Javier Milei, a campanha de Sergio Massa – atual ministro da Economia e candidato do progressismo à presidência – e a reta final do primeiro turno das eleições argentinas, que acontece neste domingo (22).

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“A gente vê o que viu no Brasil, que é a naturalização desse tipo de político”, diz Bianchi. Ele lembra que em 2018 a grande mídia, apesar de se mostrar crítica aos discursos fascistas de Bolsonaro, apoiava o agenda econômica de Paulo Guedes.

Na quarta-feira (18), o jornalista esteve presente no encerramento da campanha da coalizão progressista “Unión por la Patria”, em Porto Madero, bairro tradicional da direita Argentina.

Leia também: Sergio Massa: “Os que sonham com Argentina livre, justa e soberana reverterão essa eleição”

Segundo ele, a campanha progressista atraiu em torno de 7 mil apoiadores para a famosa casa de shows Luna Park. Já Javier Milei, candidato de extrema-direita, atraiu 20 mil militantes e simpatizantes em um evento recente, que foi descrito por jornais do grande capital como um “verdadeiro show de pop-rock”.

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Em entrevista, o jornalista da ComunicaSul, que cobre as eleições direto do país vizinho, fala sobre os impactos do discurso outsider de Milei

Imagem: Reprodução/Twitter
Há um sério risco de que o pesadelo fascista se instale no poder da Argentina, como no Brasil, em 2018, aponta Bianchi

“Vemos muitos jovens aderindo a esse discurso do Milei de ‘romper todo’ (romper com tudo). São saídas totalmente individuais porque o projeto é extremamente privatista”, alerta Bianchi.

Neste sentido, ele aponta que apesar das ondas progressistas no Brasil, com Lula, e na Colômbia, com Gustavo Petro, há um sério risco de que o pesadelo fascista se instale no poder da Argentina, como no Brasil, em 2018.

Leia também: Aperitivo indigesto: argentinos podem optar por valor de transportes sem ajuda do Estado

Na entrevista completa, você encontra mais comentários de Felipe Bianchi sobre os arroubos da campanha de Javier Milei, como ameaças de romper relações com o Vaticano – em razão de falas recentes do Papa Francisco – e como o perfil outsider do candidato anarcocapitalista se opõe à imagem política de Sergio Massa.

E para saber mais sobre a disputa eleitoral no país, confira nossa editoria especial: Eleições na Argentina.

Sonia Maria e Guilherme Ribeiro | Diálogos do Sul


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Guilherme Ribeiro Jornalista graduado pela Unesp, estudante de Banco de Dados pela Fatec e colaborador na Revista Diálogos do Sul Global. Mais conteúdos em guilhermeribeiroportfolio.com.
Sonia Maria

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