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Festival Mundial da Juventude no Equador: um espaço para construir o futuro

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

oclaelogoYurién Portelles*

Ter clareza meridiana do que representa o imperialismo para os povos do mundo deve ser uma premissa entre os participantes do XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudantes, previsto para este ano no Equador.

Essa é a opinião de Ricardo Lago, presidente da Organização Continental Latino-americana de Estudantes (Oclae), em entrevista sobre o conteúdo desse fórum.

Qual a transcendência dessa convocação para a capital equatoriano no atual contexto mundial e latino-americano?

É importante, em primeiro lugar, porque ao realizar-se no Equador o festival está retornando a América Latina depois de ter sido realizado na Venezuela. E tem grande significado para o movimento estudantil e juvenil porque no Equador ocorrem processos de transformação da vida socioeconômica, com impacto para as novas gerações. Equador vive um momento político com mudanças em todas as esferas, especialmente no campo social e educativo, referendados com a reeleição do presidente Rafael Correa. Por outro lado, América Latina vive um processo que tem sido chamado de Segunda Independência, passados 200 anos da primeira, e a juventude da região lideram as lutas em seus respectivos países.

Particularmente há demanda por uma educação pública, gratuita e de qualidade e portanto é transcendental que o Festival volte à região para dar uma oxigenada nas organizações que lideram essa reivindicações e na solidariedade para com eles.

Além disso, para a Oclae é importante poder prestar homenagens ao presidente venezuelano Hugo Chávez, recentemente falecido, ao líder independentista equatoriano Eloy Alfaro e ao patriota ganense Kame Nkrumá.

Qual a tarefa mais urgentes para os jovens do mundo, em particular para os latino-americanos e caribenhos?

Primeiro é ter clareza meridiana da importância de continuar a luta contra o imperialismo e reforçar a unidade e integração da juventude mundial. Os jovens e estudantes sabem que a crise atual do capitalismo os afeta fundamentalmente na área da educação e do emprego, entre outras e que esse sistema está levando o planeta à autodestruição. Trata-se de partir deste fato e encaminhar o trabalho mancomunado das organizações para solucionar juntos os problemas que afligem as novas gerações e mudar esse sistema que é o primeiro beneficiado com a desunião.

Lutar contra o imperialismo e pela paz é uma responsabilidade das novas gerações, bem como consolidar a soberania e a independência de nossos povos para conseguir a verdadeira integração. Os jovens devem entender que não são parte passiva em seus governos, mas entes ativos, o que permite impulsar as transformações e lutar para buscar um mundo melhor para todos, mais livre e independente, de verdadeira justiça social.

Em que um festival como este pode influir para mudar a realidade do mundo?

Em particular, o Festival Mundial tem um papel chave porque pode se converter em uma importante tribuna para conhecer e transmitir experiências para a luta de nossos povos.  Serve de coordenação para unidade continental além das tradicionais estruturas de Oclae e de outros fóruns de juventudes para garantir a unidade que deve conduzir à integração definitiva.

Em abril o secretariado geral desta organização se reuniu na Nicarágua e definiu o apoio e o compromisso de participação do Festival de Quito, considerando que servirá para redefinir os objetivos para 2014 A Oclae poderá adquirir novos ares para impulsar os esforços encaminhados para as causas justas e contribuir para a unidade e a integração da região e do mundo. Somos os continuadores dos sonhos de nossos próceres e seremos os donos do futuro que possamos construir desde agora.

*Prensa Latina, de La Habana para Diálogos do Sul


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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