Pesquisar
Pesquisar

Fotógrafo realiza série de retratos do povo haitiano em ano de intensa mobilização

Rafael Stedile esteve no país em dezembro e buscou retratar protagonistas da luta popular em seu cotidiano

Redação Brasil de Fato
Brasil de Fato
São Paulo (SP)

Tradução:

Ao longo de 2019, o Haiti viveu um ciclo de massivas mobilizações contra a crise econômica e política no país. Nas ruas, a população haitiana denuncia a falta de combustíveis e de recursos e exige a renúncia do presidente Jovenel Moïse. Em meio a um cenário de falta de atividade institucional, a única resposta apresentada pelo governo tem sido a repressão policial.

Apesar da grave situação no país caribenho, os protestos não ganharam a mesma visibilidade nos meios de comunicação internacionais ou, quando foram noticiados, foram deturpados, como comentou o analista político Lautaro Rivara, integrante da Brigada Internacional de Solidariedade ao Haiti da Alba Movimentos em entrevista ao Brasil de Fato.

5b332cd8 d1d2 4072 a010 10b02165704a

“Isso também se deve, sem dúvida, a considerações racistas na hora ignorar um povo negro que foi fundador da Primeira República Independente do mundo. Há uma série de considerações racistas, de preconceito e falácias coloniais, uma visão totalmente estereotipada sobre a realidade, a política e a cultura do país que fazem com que o aconteça no Haiti seja invisível ou, quando a gravidade de alguns acontecimentos conseguem romper esse cerco, a visão é distorcida”.

Rafael Stedile esteve no país em dezembro e buscou retratar protagonistas da luta popular em seu cotidiano

Rafael Stedile
Primeira República independente do continente, neste ano o país vive uma intensa mobilização contra o presidente e as políticas do FMI

Em viagem realizada ao país caribenho neste mês para participar do Colóquio Internacional “Ocupação, soberania e solidariedade”, evento que discutiu os impactos de 15 anos de ocupação internacional das missões da Organização das Nações Unidas, o fotógrafo brasileiro Rafael Stedile realizou uma série de retratos do povo haitiano, que busca dar visibilidade às e aos protagonistas da luta popular no país em suas atividades cotidianas. 

Confira a série de retratos, por Rafael Stedile:

1231b306 47fe 40a8 8099 ab1c45e18e80

db54b5f3 c023 465b 805b 03faf27784d4

59d56591 224a 4057 9362 762b048b7217

3e4ca35d 8ae3 49e3 b3ea 8c3f018d4849

a83c7722 f256 40b5 90c4 e7ed771c72b3

f02688eb c0b3 490e 8fa0 b5c372cdf23f

db824c2a 9979 4199 a9c1 255aa3f3feaf

29e89ded 0e95 4af6 80a0 3235e530fb77

27d8a8d9 a8b0 4892 a9b2 73ae33aa54bd

bce904e1 dd22 4e2a 8aa9 9e2742d7eef4

0ed07e51 c31b 4f54 ac49 c7fa0f3df81e

5f83b9fc da05 4f51 b7a2 d65645632f14

f63852c4 272b 4071 96a2 76eb42b810b7

e245e32a e818 462d 9118 81b0c2aea4cd

4a1fd848 2768 41a4 b4d9 65ab6fb99fd7

6044281c b5ab 49a1 85e7 81131e2bcb6e

23730582 12e3 4f02 b5e1 fcfc362ca91c

Edição: Luiza Mançano

Veja também

2ef9b3ce 13d0 400e 8557 c1cd30230c1c


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação Brasil de Fato

LEIA tAMBÉM

Gaza, Caracas, Florianópolis quando o Direito cede à “lei do mais forte”
Gaza, Caracas, Florianópolis: quando o Direito cede à “lei do mais forte”
Achilles - Sir Richard Westmacott 1822 - Hyde Park
Por que símbolos têm mais força que projetos na política? Freud e Campbell explicam
EUA na música e na poesia, a cultura reafirma sua força contra o fascismo
EUA: na música e na poesia, a cultura reafirma sua força contra o fascismo
OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Mohammad Bakri e a ousadia de fazer do cinema uma arma contra a narrativa sionista