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Grupo de 50 líderes e organizações sociais do Chile convocam Assembleia Constituinte

Movimentos salientaram que a classe política considera os direitos sociais como oportunidades de lucrativos negócios

Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Santiago

Tradução:

Um grupo de 50 líderes e organizações sociais do Chile, entre eles a Central Unitária de Trabalhadores (CUT) a Confederação Nacional de Federações de Pescadores Artesanais e o Colégio de professores, convocaram a formar um novo pacto social mediante uma Assembleia Constituinte.  

Salientaram a necessidade de uma nova constituição ao remarcar que os protestos dos últimos dias “é a exasperação cidadã com um modelo fundado no abuso, na precarização da vida e uma política indiferente à vontade popular”. 

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Salientaram que a classe política é “culpada por haver sido um instrumento para a instauração desse modelo” que considera os direitos sociais como oportunidades de lucrativos negócios. 

Movimentos salientaram que a classe política considera os direitos sociais como oportunidades de lucrativos negócios

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Total repúdio às medidas decretadas por Piñera

Comunicadores

Também o Fórum de Comunicação para a Integração de Nossa América do Chile exigiu o fim do modelo neoliberal que conduziu a manifestações que já deixaram mais de 17 mortos, além de vários feridos e quase 2000 detidos. 

A organização de comunicadores rechaçou mediante um comunicado a aplicação na atualidade das medidas impostas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que seguindo a política exterior dos Estados Unidos converteu o país sul-americano no mais desigual da região. 

“Quando a única política pública é a violência, é justo dizer basta ao modelo neoliberal extremado que, sem atenuantes, continua até a atualidade”. 

Também denunciaram que no Chile a educação, a saúde, a aposentadoria e até a água estão privatizadas “o que nos converte na nação com a maior desigualdade na América Latina”, destacaram os representantes do Fórum. 

“As e os comunicadores e movimentos sociais articulados no Fórum repudiamos a onda de violência institucional desatada pelo governo de Sebastián Piñera”. 

Nesse sentido exortaram as autoridades governamentais a cessar a repressão, o toque de recolher e o estado de emergência, e lamentaram que o Exército esteja reprimindo o povo. 

“Tudo isso constitui uma mostra do caráter real da ditadura do capital, cujo verniz democrático – que tão pomposamente se costuma proclamar – não resiste à legítima e pacífica mobilização dos povos, cansados de serem envergonhados e maltratados”. 

Reafirmando sua solidariedade com os movimentos sociais e a cidadania que existem uma transformação profunda na situação que vive o Chile, “na qual sobram fardas e falta justiça”. 

Mineiros e portuários

Por outro lado, sindicatos mineiros e portuários do Chile convocaram a uma greve geral em apoio aos protestos contra o governo de Sebastián Piñera.

Em um comunicado, os trabalhadores da maior mineradora privada do Chile, convocaram a “paralisar toda a mineração do Chile junto a outros setores produtivos”. 

“Ai vamos pelo greve geral até derrubar o estado de emergência, tirar os militares da rus, derrotar o governo de Piñera e alcançar cada uma das demandas do povo trabalhador, dos setores populares, da juventude, dos aposentados e das mulheres”, diz a convocatória. 

“Hoje o país está passando por difíceis e críticos momentos, ocorreu uma explosão social legítima, uma acumulação de raiva contida de atropelos, desigualdades, desesperança e de incerteza quanto ao futuro (…) somos parte integral dessa sociedade (…) e diante dos graves fatos não podemos guardar silencia nem permanecer imóveis”. 

Os trabalhadores do Sindicato dos Estivadores de Valparaíso difundiram um comunicado onde expressar seu total repúdio às medidas decretadas por Piñera e o apoio às massivas manifestações sociais da população. 

Anunciaram que a União Portuária decidirá no voto a chamada à paralisação nacional.

*Redação Prensa Latina

**Tradução: Beatriz Cannabrava

***Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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