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Guerra invisível: dois terços das famílias deslocadas no Iêmen não têm renda, diz Unicef

Famílias deslocadas não apenas vivem em condições precárias, mas também sofrem com a escassez aguda de serviços para atender necessidades básicas

Redação Monitor Do Oriente Médio
Monitor Do Oriente Médio
São Paulo (SP)

Tradução:

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou, na quinta-feira (03), que cerca de dois terços das famílias deslocadas no Iêmen não têm nenhuma fonte de renda.

“O conflito no Iêmen fez com que muitos cidadãos fugissem de suas casas para locais de deslocamento em busca de segurança”, disse o órgão da ONU em seu site. 

27e5aa45 813b 4f57 b7db cb2e21b0626cA Unicef observou que as famílias deslocadas não apenas vivem em condições precárias, mas também sofrem com a escassez aguda de serviços para atender às suas necessidades básicas.

Famílias deslocadas não apenas vivem em condições precárias, mas também sofrem com a escassez aguda de serviços para atender necessidades básicas

Flickr
Refugiados iemenitas fujiram para campos em Taiz, Iêmen

“Sessenta e quatro por cento das famílias deslocadas internamente não têm fontes de renda. Como resultado, duas em cada três famílias deslocadas internamente recorrem a mecanismos negativos de sobrevivência para sobreviver”, explicou a Unicef, citando uma avaliação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR, na sigla em inglês). “Isso inclui pular refeições, tirar os filhos da escola ou negligenciar a saúde. Eles podem acabar mendigando na rua.”

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Em 20 de janeiro, a ONU anunciou que o número de pessoas deslocadas pelo conflito no Iêmen havia subido para 4,2 milhões. O governo iemenita apelou à ONU e a outras organizações internacionais para fornecer ajuda às pessoas deslocadas que enfrentam condições humanitárias extremamente difíceis.

Segundo a ONU, até o final de 2021, a guerra no Iêmen matou 377.000 pessoas e deixou a maior parte da população de 30 milhões dependente de ajuda humanitária.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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