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Henry Kissinger, o nome por trás de plano dos EUA para arruinar demografia do Brasil em 1975

Crescimento da população, associado a demandas como emprego, seria motor para crescimento econômico brasileiro, o que EUA perceberam como perigo
Amaro Augusto Dornelles
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

O Bicho Não Quer Largar A Presa. Pela manhã ele marcha com Cristo. A noite se reúne com empresários comprados pela corrupção a fim de arrecadar fundos – ilegalmente – para campanha. A banda podre das Forças Armadas assume plano de ficar no poder até 2035. Tudo sob olhar dos ‘americanos bonzinhos’. Saiba por quê Henry Kissinger deveria estar apodrecendo na cadeia até hoje por interferir na política demográfica do Brasil em 1975 – ano do Truculento gorila Mude-se ou Médici.


A expressão ‘a cobra vai fumar’ está na boca do povo há séculos. Mas seu significado nem é tão popular assim. Significa algo difícil de ser realizado – além de poder gerar sérios problemas. O ‘bicho vai pegar’, para ser mais sintético. Pois saiba que a cobra está ‘pitando’ desde a proclamação da República.

A próxima eleição presidencial rola daqui a cinco meses e o serpentário fuma tanto que até parece devastação da Amazônia para expandir fronteira agrícola. Onde escrevo cobra, pode-se entender como ianque, estadunidense. Jair se Acostumando com a Desgraça participou, no último sábado (21), em Curitiba, de uma Marcha para Jesus.

À noite, reuniu-se com lobistas empresários endiabrados – como ruralistas, que recentemente receberam dinheiro do governo que era para ser destinado ao Auxílio Emergencial. Ilegal, o regabofe serviu para arrecadar dinheiro da campanha do capitão deformado.

Bolso foi saudado como mito (só se for da ruína) por uma horda de aduladores – a maioria respondendo processo por crimes variados, nas mais diversas instâncias da Justiça que ainda operam. O pior de tudo é que a banda podre da farda – abastecida de dólares americanos – apoia tudo e já assume publicamente planos pra não largar o osso até 2035! No documento oficial “Brasil 2035”, lançado pelos mercenários há quatro dias – yeda cruzes credo! –  eles preveem ‘mamar nas tetas’ oficiais mais 13 aninhos…

Com a grana preta do SUS, universidades, venda de estatais, dinheiro é que não faltará. Ainda sobra para picanha, vinhos certificados, cerveja e até leite condensado pro ‘capetão cultuador de milícias’ – sem esquecer próteses penianas e Viagra para impotentes e pederastas.


Perto demais do Império

Mas o pior não é isso. A orgia com o orçamento público é mais antiga do que caminhar pra frente. O pior mal a afligir este pobre país, vocacionado a pátio, é situar-se próximo demais do império dos EUA. Conheçam a singela participação de um criminoso que saiu ileso de seus crimes, ao contrário de seu chefão: o honorável (tal qual FHC) Ricardo Nixon. Não é por acaso que, desde a época do movimento estudantil, minha máxima era “good american is a dead one”, com raras e honrosas exceções, como aprendemos com Noam Chomsky.

Crescimento da população, associado a demandas como emprego, seria motor para crescimento econômico brasileiro, o que EUA perceberam como perigo

U.S. Secretary of Defense – Flickr

Política impediu aumento populacional previsto; Brasil chegou em 2000 com 40, 50 milhões de habitantes a menos




Informações do professor de Geopolítica André Martin, da USP

Henry Kissinger – 1975. Secretário de Estado de Richard Nixon, ele escreve artigo – primeiro sigiloso depois público – que vem à tona e é censurado no Brasil. Mesmo assim o texto é publicado no jornal “Opinião”. Os bondosos norte-americanos estavam preocupados com o alto índice demográfico brasileiro.

Amaro Augusto Dornelles – Preocupados por quê?
André Martin – Não pelo crescimento demográfico muito grande, que pudesse prejudicar o padrão de vida brasileiro, a renda individual. Nada disso, o problema era exatamente o contrário. O crescimento demográfico – associado ao crescimento econômico – criaria uma roda virtuosa. Porque crescimento demográfico cria demandas, emprego. E você pode transformar isso em motor de crescimento econômico para o País. Com aquela situação, a tendência era o Brasil crescer 10, 11% na economia. Com crescimento demográfico 2.1, 2.3 iria fazer que, lá pelo ano 2.000, o País estivesse com 250 milhões de habitantes, com uma renda per capita muito alta. Ou seja, seria um perigo para os EUA.


Meninas Pobres e Sexo

O que Kissinger propunha?
Ele propôs o seguinte modelo: não vamos deixar o Brasil crescer.  Dessa forma vamos interromper esse ciclo de crescimento econômico.

E onde entra a política demográfica?
Ela foi secreta, ninguém sabe até hoje, pode-se dizer. De um lado, vamos liberar a sexualidade feminina precoce. Liberação sexual de um lado. Apoiar a ideia da mãe solo, produção independente. Por outro lado vamos proibir o aborto.

Por que?
Ahaa, simplesmente porque dessa forma você enfraquece a família brasileira. Precocemente a adolescente vai engravidar, não vai conseguir o pai para montar família, o cara vai sair fora. Resultado final: as meninas pobres, com experiência sexual muito prematura, acumulam 3, 4 filhos antes de 30 anos, um de cada pai, que no geral não ajudam em nada.


Planejamento demográfico ianque no Brasil

Tudo induzido sorrateiramente…
Ou seja, família precária, formada só por mãe e filho(s).Isso tornou nossas famílias precárias. E você também diminui o próprio crescimento demográfico. Consequentemente, essa política impediu o aumento populacional previsto. Chegamos em 2000 com 40, 50 milhões de habitantes a menos. Pior: completaram o plano com o programa de laqueadura de trompas. O próprio INPS ajudava. Era o modelo Bemfam, bem estar da família, americano…

Bonzinho, né. E como era esse plano?
Eles também incentivaram médicos a fazer laqueadura…

Mas os americanos chegavam no quintal, faziam e aconteciam pra se beneficiar e a milicada só dizia amém…
A justificativa era justamente que as famílias estavam muito grandes. As mulheres queriam fazer a operação. Depois de 3, 4 filhos elas queriam mesmo. Mas reparem a maldade, porque com esse modelo, em vez de ter o aborto livre – com a liberação sexual – mulheres poderiam escolher a idade de ter o filho. Mas o modelo não permitia. Elas não conseguiam decidir quando procriar. Filhos indesejados na adolescência. E quando poderiam ter filhos, já estão laqueadas. Esse foi o resultado da política demográfica dos EUA para o Brasil. E o Brasil aqui nem sabe disso.

Amaro Augusto Dornelles é colaborador da Diálogos do Sul.



As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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Amaro Augusto Dornelles

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