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História de violência ou história da violência?

Revista Diálogos do Sul

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Foto rara, circulando na web. Lampião, seus homens e sua mulher, Maria Bonita, foram mortos e decapitados pelo exército em 1938. Suas cabeças foram expostas escadaria da prefeitura de Piranhas, Alagoas. Anos depois as cabeças de Lampião e Maria Bonita podiam ser vistas na galeria subterrânea de travessia da Xavier de Toledo, em frente ao Teatro Municipal de São Paulo.

A foto ilustra bem a história e truculência genocida da repressão brasileira, sempre desproporcional a fim de provocar o conformismo pelo terror. E houve muitos massacres bem maiores que esse, como o dos fieis de Antonio Conselheiro ou dos camponeses do Condestado, na primeira metade do século passado, ou o extermínio de comunistas e resistentes à ditadura sem julgamento prévio, ou o massacre dos meninos que dormiam na Candelária, na segunda metade do mesmo século.

Como se vê, não é de estranhar que a política continue matando na media de seis por dia, duas mil por ano, a maioria jovens e negros. Não há dúvida a questão é cultural. Tal como o feminicidio. É preciso uma revolução cultural nas bases com força suficiente para mudar as cabeças das elites.

Foto rara, circulando na web. Lampião, seus homens e sua mulher, Maria Bonita, foram mortos e decapitados pelo exército em 1938. Suas cabeças foram expostas escadaria da prefeitura de Piranhas, Alagoas. Anos depois as cabeças de Lampião e Maria Bonita podiam ser vistas na galeria subterrânea de travessia da Xavier de Toledo, em frente ao Teatro Municipal de São Paulo.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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