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Homenagem a Sandro Mariátegui Chiappe

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Sara Beatriz Guardia*

Sara Beatriz Guardia. Perfil DiálogosSandro Mariátegui Chiappe morreu em 28 de setembro aos 91 anos. Embora não se sentisse bem nos últimos meses a todos nos surpreendeu essa morte, como se vê-lo em Minerva constituísse um fato cotidiano que nunca mudaria. Ouvi falar de Sandro Mariátegui desde sempre porque foi ele que publicou dois livros de meu pai: A Reforma Agrária no Perú, e o Dicionário quéchua. Posteriormente, em 1993 foi constituída a Comissão Nacional do Centenário de José Carlos Mariátegui e Alberto Tauro del Pino, presidente da Comissão, propôs que me encarregara da coordenação geral. Foram meses intensos compartilhados com Sandro, José Carlos e Javier Mariátegui Chjiappe, César Miró e Estuardo Núñez, trabalho finalizado com a realização do Simpósio Internacional do Centenário em junho de 1994.

Sandro Mariátegui morreu em 28 de setembro aos 91 anos.
Sandro Mariátegui morreu em 28 de setembro aos 91 anos.

Posteriormente organizamos um Comitê Executivo integrado por: Estuardo Núñez, Sandro Mariátegui, José Carlos Mariátegui, Sara Beatriz Guardia, Marco Martos e Roland Forgues, e, na Universidade Nacional Mayor de San Marcos realizamos o Simpósio Internacional Amauta e sua Época, de 3 a 6 de setembro de 1997.
Com esse mesmo Comitê Executivo convocamos o Segundo Simpósio Internacional Amauta e sua Época comemorando o 80 aniversário da fundação da histórica revista, que ocorreu de 17 a 18 de agosto de 2006, no Instituto Porras Barrenechea da Universidade Nacional Mayor de San Marcos.
Mais adiante, em 8 e 9 de novembro de 2008, realizamos o Simpósio Internacional comemorativo do 80 aniversário da publicação de 7 ensaios de interpretação da realidade peruana. Nessa oportunidade, Sandro Mariátegui ocupou a direção geral; Sara Beatriz Guardia, a coordenação geral e o Comitê Consultivo esteve integrado por : Estuardo Núñez Hague (Peru); Foland Forgues (França); Aníbal Quijano (Peru); Antonio Melis (Itália); Adán Anderle (Hungria); Michael Lowy (França); Alberto Filippi (Itália); Marcos Martos (Peru); Arturo Corcuera (Peru); Edgar Montiel (Unesco); Samuel Sosa Fuentes (México); Mirla Alcibíades (Venezuela)l Héctor Alimonda (Brasil); Saúl Peña (Peru); Miguel Mazzeo (Argentina); Philomena Gebran (Brasil); Renata Bastos (Brasil); Alberto Aggio (Brasil); Wilma Derpich (Peru); Pablo de las Torres (Brasil); Agustín Prado Alvarado (Peru).

José Mariátegui Caricatura
José Mariátegui Caricatura

Em 2009 nos dedicamos à organização da Cátedra José Carlos Mariáteui com o objetivo de dar continuidade aos estudos e pesquisas do pensamento de Mariátegui, e em 2011 publicamos Mariátegui en el siglo XXI – Textos Críticos.
Foram 20 anos de intenso e frutífero trabalho para difundir a obra de José Carlos Mariáetgui nos quais Sandro Mariátegui não poupou esforços para a realização de todos esses eventos, além da publicação de mais de trinta livros dedicados ao pensamento e obra de José Carlos Maríategui.
Deixa-nos um legado de afeto e reconhecimento filial, de amor pelo Peru e de honestidade intelectual. Vida intensa que como ele soia dizer, se prolongou graças a presença e o amor de Gladys, sua esposa, e se de sues filhos Sandro e Carlos.
Vários membros da Cátegra José Carlos Mariátegui acompanharam a família de Sandro Mariátegui durante o velório e o enterro.
No marco da comemoração do Centenário de José Carlos Mariátegui em 1994, entrevista que fiz a Sandro Mariágegui foi publicada no suplemento dominical do El Comercio, em Lima 12 de junho de 1994. Reproduzo como homenagem a sua inestimável presença.

Confiram a entrevista:

Sandro Mariátegui: Meu pai era muito otimista e alegre

José Carlos Mariátegui
José Carlos Mariátegui

A história de um homem também se mede em seus passos cotidianos, aqueles que transcorrem no âmbito privado, longe da azáfama da rua e da algaravia. Na tentativa de reconstruir esse lugar íntimo, entrevistamos a Sandro Mariátegui, cujas recordações e histórias nos falam do pai e do extraordinário pensador que foi José Carlos Mariátegui.
Como transcorriam os dias na cada paterna? Qual era sua rotina?
Meu pai era um homem autodisciplinado, muito trabalhador. Levantava cedo, às 7 e meia já estava barbeado, tomava café da manhã e se punha a trabalhar. Uma das primeiras coisas que fazia quando chegara a seu escritório, era chamar à gráfica Minerva, ao número 4643, que tinha que solicitar à Central Telefônica. Conversava com seu irmão Júlio César; com o regente da oficina, o senhor Polanco, que lhe enviava as provas do Amauta. Projetava as pautas com grande rapidez e facilidade. A diagramação do Amauta era esplendida, ainda hoje se admira. Nunca se contratou um diagramador. Preparavam na gráfica folhas  do tamanho do Amauta e nelas traçava linhas e títulos com desenvoltura e precisao. Durante a manhã também atendia sua correspondência. Quando sua saúde era delicada ditava alguns documentos a seu datilógrafo, o sr. Solano, mesmo não gostando de ditar, ele preferia escrever. Numa oportunidade, minha mãe entrou no escritório e o encontrou escrevendo à máquina e Solano a seu lado com um mata-moscas nas mãos. Minha mãe protesto e admoestou o datilógrafo por sua falta de colaboração. Também atendia o Antonio Navarro Madrid que era secretário de meu pai e ajudava na administração do Amauta. Almoçávamos às  12:30 e tirava uma pequena sesta na sua cadeira de rodas que era dobrável. Depois do cochilo lia ou escrevia até as 18:30, hora em que chegavam os amigos a conversar  questões de política, literatura e arte. Quando as visitas se prolongavam, em torno das 20:45 minha mãe fazia uma discreta entrada na sala como dizendo, terminou a visita, e em dois ou três minutos todos se despediam.
Quais eram as visitas mais frequentes à casa de Washington?

José Carlos Mariátegui e delegação mineira Morococha. Matamula Floresta, Santa Beatriz, Lima. Outubro 1929. À sua direita, com terno claro, Gamaniel White. Foto Ricardo Martinez de la Torre.
José Carlos Mariátegui e delegação mineira Morococha. Matamula Floresta, Santa Beatriz, Lima. Outubro 1929. À sua direita, com terno claro, Gamaniel White. Foto Ricardo Martinez de la Torre.

Geralmente vinham José Sabogal com Maria Wiesse, Carmen Saco, Estuardo Núñez quase sempre com Xavier Abril ou com Martín Adán. Com frequência César Miró chegava acompanhado de Juan Devéscovi e de Bullen Pardo. Também era visita Blanca Luz Brun, poetisa uruguaia, viúva de Juan Parra del Riego. Vinha Carlos Manuel Cox sempre acompanhado de Manuel Vásquez Díaz, Luis Alberto Sánchez, as irmãs Alícia e Célia Mustamante, os irmãos Blanca, Júlio e Jorge del Prado. Enrique Bustamante e Ballivián, Pedro Bustamante e Santistevan, que uma noite discretamente levou a Sánchez Cerro. Também o poeta José Maria Eguren, o escritor José Diez Canseco, Jorge Falcón, ainda menino que brincava conosco; e muitos outros que seria longo mencionar.
Entre eles havia alguém em particular com quem Mariátegui tinha mais prazer em estar com ele?
Tratava cordialmente a todos, mas com quem mais conversava era com Ricardo Martínez de la Torre, com José Sabogal, que era o gerente e diretor artístico do Amauta; com Hugo Pesce, amigo dileto e muito querido. Hugo Pesce me contou que quando regressou da Universidade de Genova, já formado como médico, leu no Mundial e em Variedades, alguns artigos firmados por um tal José Carlos Mariátegui, sobre problemas europeus. Chamou-lhe a atenção o bem tratado que estava o tema e a primeira coisa que pensou era tratar-se de alguém que recebia revistas europeias ou que traduzia ou copiava algum artigo. Porém, conforme foi passando o tempo, continuava a ler esses artigos, notou que havia unidade de estilo e que não podia ser de alguém que simplesmente os copiava. Comentou então com seu pai, o dr Luis Pesce: “Oxalá o Peru tivesse um escritor de tão altas qualidade!”. Passados alguns meses, de repente  o dr Luis Pesce diz a seu filho Hugo: você não sabe a quem tenho de inquilino na Quinta de Repouco de Chosica? A José Carlos Mariátegui. Hugo foi nesse domingo a conhecer Mariátegui na Quinta de Repouso, encontrou-o tomando banho de sol. O encontro foi às 10 da manhã e se prolongou até as seis da tarde. Almoçaram juntos e ficaram grandes amigos.
Qual era a relação familiar mais próxima?

José Carlos Mariáteui.
José Carlos Mariáteui.

Aos domingos meu tio Júlio César vinha almoçar e depois ia para o hipódromo e regressava depois das corridas. Ele se dava muito bem com meu irmão. Também nossa avó, sua mãe com quem mantinha uma relação muito afetuosa. Ela adorava a meu pais e minha tia Guilhermina lhe tinha grande admiração e carinho, tanto que morreu seis meses depois de meu pai. Padecia de câncer, mas sem dúvida o que precipitou sua morte foi a dor que sentiu pela morte de José Carlos.
Em alguns de seus escritos Mariátegui demonstra seu gosto pelo cinema e por Chaplin. Ia frequentemente ao cinema?
Meu pai gostava muito de cinema. Embora não fosse com frequência por sua dificuldade física. Uma vez o acompanhei para assistir “O garimpeiro solitário” (The gold Rush), no cine Bolognesi, uma pequena sala que ficava na rua Chota, esquina de Washington. Ele ia em cadeira de rodas e ocupou uma frisa, onde era fácil retirar as poltronas e colocar a cadeira de rodas. Como ele ria, com se divertia com Chaplin! Depois os comentários que fazia em casa, quando contava algumas cenas para minha mãe e minha avó. Lembro-me de ter ido assistir dois filmes com meu pai, um foi “O garimpeiro solitário”, outro foi um filme russo, que lembro vagamente e cujo título era algo assim como a capitã do batalhão da morte, com cenas de multidão, filme mudo que não entendi muito. Outra lembrança que tenho gravada foi o concerto do pianista argentino Héctor Ruiz Díaz, no Geral de San Marcos. Entramos no Geral de San Marcos no momento em que Ruiz Díaz ia iniciar seu recital, estava se aproximando ao piano, quando meu pai entra pela porta posterior. Os estudantes o reconhecem e iniciaram estrondosa ovação. Ruiz Díaz pensou que os aplausos eram para ele e fez uma profunda vênia, masquando levantou a cabeça, viu que as pessoas olhavam para traz. Então se deu conta de que meu pai estava no fundo. Então somou-se aos aplausos. Depois do concerto, Ruiz Díaz veio cumprimentar meu país com várias pessoas e grande quantidade de alunos, até que os os jovens tomaram a iniciativa de erguer a cadeira e leva-lo nos ombros até a casa de Washington. De San Marcos até a casa foi um percurso barulhento, com vivas e aplausos. Eu ia de mãos dadas à Nomi e meu pai estava muito preocupado comigo. Dizia para Nomi, não soltes o menino!. Nome era a noiva de Miguel Adler, um casal de estudantes judeus que gostava muito de meu paí.
Mariátegui também ia com frequência à praia da Herradura, não é?
Meu pai tomava banhos de areia. Nessa época estava de moda a fisioterapia. O dr Hugo Pesce, que era um dos especialistas, recomendara que tomasse banhos de areia. Então meu pai se enterrava meio corpo e tomava sol. Assim passava meia hora conversando. Era muito alegre e sempre tinha temas para conversação. Depois do banho de área, tomava sol e o sentavam na orla do mar, onde esperava as ondas. Muitas vezes me pegava pelas mãos e me fazia mergulhar.
Como nasce Minerva?

O nome de Minerva foi sugerido por Mariátegui.
O nome de Minerva foi sugerido por Mariátegui.

Quando meu pai viajou à Europa, seu irmão, meu tio Júlio César, foi trabalhar em Huaral onde abriu uma gráfica e fundou um jornal que se chamava La Voz del Valle. Porém, quando meu pai regressou animou a seu irmão para que viesse trabalhar em Lima. Quando Júlio César começa os preparativos ocorre a crise de saúde e a amputação da perna. Durante sua convalescência em Leuro se concretiza a instalação de Minerva em Lima. Meu tio Júlio, para animar a meu pai, trazia os catálogos das máquinas e os tipos de impressão que deveriam comprar. O nome de Minerva foi sugerido por meu pai que escolheu também o logotipo que foi desenhado por seu amigo, o artista Goyburu, que é o mesmo logotipo que perdura ainda hoje. Minerva foi fundada em 31 de outubro de 1925, na rua Satástegui, 669, onde hoje está a avenida Abancay. O primeiro livro editado pela Minerva foi Escena Contemporánea, feito ainda com tipos soltos. Dois anos depois da fundação de Minerva se adquiriu o linotipo. Em Minerva, além da Escena Contemporánea, também se imprimiu seu segundo livro, 7 Ensayos de Interpretación de la Realidad Peruana. Todos os números de Amauta, do 1 ao 32, a coleção Labor, Também se publicou o Nuevo absoluto, de Mariano Iberico Rodríguez. Uma tradução do romance Kira Kiralina, de Panait Istrati que tivera grande êxito na Europa, um livro de Waldo Franck que creio traduzido por por Eugenio Guerrom livros de José Antonio Encinas, poemas de Sarafín del Mar, Magda Portal, Blanca Luz Brun. Foi editada a revista Perricholi dirigida por Ezequiel Balarezo Pinillos, e o jornal Buen Humor, de Leonidas Rivera. Meu tio Júlio César me contou que numa oportunidade meu pai lhe disse que a situação política era delicada e que o regime de Leguía podia cair a qualquer momento, pelo que era necessário estar preparados para publicar um jornal que orientasse o país. Meu tio respondeu que se requeria outro linotipo. “Então vá pensando como conseguir esse outro linotipo”, retrucou Mariátegui. Júlio César falou com seu amigo Juan la Cotera, dono de uma gráfica que ofereceu os serviços de outro linotipo.
Mariátegui suportou muitas dores?
Durante as crises tinha dores. Creio que os médicos que o atenderam se excederam na cirurgia. Meu tio Júlio conta que o dr Enrique Enceinas, que era médico amigo da família, chegou do exterior quando meu pai estava grave na Clínica Villaran, e foi visitar a Júlio para saber do estado de saúde. Perguntou quem eram os médicos e meu tio mostrou um boletim editado por Minerva para informar da saúde onde estavam os nomes dos médicos que o atendiam. Leu: Carlos Roe, Fortunato Quesada, Villarán, Pesce, etc. Então Encinas comentou: “muitos cirurgiões, poucos médicos”. Efetivamente, submeteram-no a muitas operações, desde que lhe amputaram a perna, pelo menos uma por ano. Creio que não menos que cinco operações. Por isso penso que meu pai nos primeiros dias de abril foi à Clínica Villaran, pensando que era outra das tantas crises sofridas.
Para alguém que durante anos suporta dores, crises e várias cirugias, seria normal que se queixasse, que lamentasse de sua sorte.

Uma das frases mais famosas de Mariátegui
Uma das frases mais famosas de Mariátegui

Muito ao contrário. Meu pai era um homem muito otimista e alegre. Parecia que não dava importância a sua enfermidade física. Tinha um grande sentido de humor, sempre ria e fazia piadas.
O que significou para vocês a morte de José Carlos Mariátegui?
Significou uma tragédia. Sentimos o grande vazio de seu desaparecimento. O grande vazio que deixou na casa era imenso. Claro que recebíamos atenções das pessoas, dos amigos. Recordo que uma vez, estando no colégio, no Anglo Peruano, no primeiro de primário, me chamaram à diretoria. Saí da classe assustadíssimo. Quando entrei na diretoria me encontrei com Felipe González Prada, a quem conhecia porque tinha função de prefeito entre os alunos maiores. Na sala antiga estava o diretor, dr Renmich com uns senhores ingleses a quem lhes disse: neste colégio estudam o neto de Manuel González Prada e o filho de José Carlos Mariátegui. Apesar de ser criança nos demos conta de que meu pai era uma figura extraordinária pelos comentários e elogios que escutamos. Lembro de uma atuação no Teatro Municipal em homenagem a Mariátegui, em que falaram o poeta José Gálvez, Luis Alberto Sánchez, e outras pessoas diante de um público que aplaudia calorosamente.
Toda ogra de Mariátegui foi difundida por seus filhos. Qual a motivação para essa ação?
Essa foi a grande preocupação de minha mãe a que correspondemos. Ela sempre dizia: “quando vocês foram grandes publicarão a obra de seu pai”. A segunda edição dos 7 Ensayos eu a imprimi em 1943, pois a primeira tinha desaparecido das livrarias. A edição feita por Enrique Bustamante Ballivan em 1934 estava truncada e não circulou porque faltava o ensaio El processo a la literatura. Em 1943,estando eu na universidade, fiz a segunda edição com ajuda de meu tio Júlio César. Foi uma edição de cinco mil exemplares. Porém a venda era muito lenta, demorou oito anos para esgotar. A terceira edição foi feita em 1952, com um formato menor, mantendo a capa de Julia Codesido. Porém ai me dei conta de que a única maneira de difundir como desejávamos a obra de meu pai era fazendo edições de grande tiragem e baixo custo. Assim, publiquei a primeira edição popular de 7 Ensayos em 1957, cinquenta mil exemplares, formato pequeno e encadernação com cola elástica que se vendeu a três soles o exemplar, toda a edição em um ano, utilizando stands no Campus Universitário e em outros campus, não só em Lima, mas em Chiclayo, Piura, Trujillo, Ica e Arequipa. A segunda edição popular foi feita no ano seguinte. 7 Ensayos já está na edição de número 60, das quais 37 foram publicadas no Peru e 23 no exterior.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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