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ToggleDavi Seremramiwe Xavante, de 8 anos, se tornou, nesta sexta-feira (14), a primeira criança vacinada contra a Covid-19 no Brasil.
Nascido no Mato Grosso, o garoto mora em Piracicaba, para onde se mudou para tratar uma doença motora rara no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.
A imunização ocorreu por volta das 12h desta sexta-feira (14), no Hospital das Clínicas, em São Paulo, mesmo local onde, em janeiro do ano passado, teve início a vacinação no país com a imunização da enfermeira Mônica Calazans.
O evento simbólico foi organizado pelo governo estadual comandado por João Doria (PSDB). Também foram vacinadas outras sete crianças com comorbidades, deficiências e quilombolas.
Governo de São Paulo/Divulgação
Indígena da etnia Xavante, Davi, de 8 anos, foi a primeira criança vacinada no Brasil
Doria aproveitou a cerimônia para criticar Jair Bolsonaro, que atrasou o começo da vacinação no país: “Se tivéssemos começado a campanha quando a Anvisa liberou, já teríamos todas as crianças do Brasil vacinadas com ao menos uma dose. Isso é lamentável”.
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Cronograma
A vacinação de crianças no estado de São Paulo contra Covid, no entanto, começa somente na segunda-feira (17). Crianças de cinco a 11 anos poderão procurar os postos de saúde para receber a imunização.
O governo orienta que os municípios deem prioridade para crianças com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas.
Nesta quinta-feira (13), o Brasil recebeu 1,2 milhão de doses da vacina pediátrica da Pfizer, que se mostrou segura e eficaz em vários países do mundo, onde é aplicada desde o fim do ano passado. Até o fim do mês, serão recebidas mais 4,3 milhões e até março, o Ministério da Saúde deve receber 20 milhões de doses.
Rio de Janeiro, Goiânia e o Distrito Federal planejam começar a vacinação na segunda-feira (17). Porto Alegre prevê o início para quarta (19) e Manaus tem previsão de iniciar a imunização na segunda (25).
De acordo com a nota técnica divulgada pelo Ministério da Sa´úde, a ordem de imunização será a seguinte:
- crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades;
- crianças indígenas e quilombolas;
- crianças que vivem na mesma residência de pessoas com alto risco de complicações da covid-19;
- crianças sem comorbidades, em ordem decrescente de idade: primeiro, as de 10 e 11 anos; depois, as de 8 e 9 anos; em seguida, as de 6 e 7 anos; e, por último, as crianças de 5 anos.
* Com informações do Brasil 247, Folha de S. Paulo, Exame e Revista Veja
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