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Inflação nas alturas é resultado do neoliberalismo e vai ficar na vida dos brasileiros por muito tempo

A possível retomada das políticas de austeridade em economias altamente endividadas deverá ter um papel explosivo e com alto contágio sistêmico
Carlos Eduardo Martins
Diálogos do Sul Global
Rio de Janeiro (RJ)

Tradução:

Era absolutamente evidente que os programas keynesianos de estímulo da demanda em condições de restrição da oferta, determinados pela exaustão do padrão de acumulação centrado na globalização neoliberal e pelo surgimento da pandemia, desatariam uma espiral inflacionária no mundo.  

A escassez diante das políticas de gastos públicos indica a incapacidade do setor privado atender às expectativas da demanda para a geração de produtos, serviços e empregos. A crise do trabalho é a crise do trabalho assalariado, e antes de mais nada, a crise do capital. 

Renda Cidadã: os miseráveis não cabem no teto dos gastos públicos de Paulo Guedes

A expressiva inflação vinculada à pontual  recuperação da economia mundial que estamos vivenciando, indica a presença de um acúmulo de problemas estruturais de ordem financeira, produtiva, política, social e ecológicos que sinalizam, para além de limites ao crescimento sustentado, a provável entrada em um período longo recessivo ou de baixíssimo crescimento. 

A possível retomada das políticas de austeridade em economias altamente endividadas deverá ter um papel explosivo e com alto contágio sistêmico

Autonomia Literária
A possível retomada das politicas de austeridade em economias altamente endividadas deverá ter um papel explosivo e com alto contágio sistêm

A possível retomada das políticas de austeridade em economias altamente endividadas deverá ter um papel explosivo e com alto contágio sistêmico.  Os temas da desigualdade e da intervenção estatal se tornarão centrais e terão que levar a esquerda não apenas além do neoliberalismo, mas também do keynesianismo, pois o aumento da dívida pública não produzirá efeitos desejados quando o capital restringe seu vínculo com o setor produtivo  e nem poderá acomodar contradições quando seus estoques são tão altos. 

A esquerda deverá propor um padrão de desenvolvimento que traga como eixos fundamentais o combate à desigualdade, o Estado como promotor de investimentos, a democracia política e social, e o equilíbrio ecossistêmico.

Carlos Eduardo Martins


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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