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Já valorizou nossa cultura hoje? Oficinas de Yorubá e Guarani estão com inscrições abertas

Por causa da pandemia, as aulas serão transmitidas online; todas acontecem de forma gratuita durante o mês de outubro

Redação Diálogos do Sul
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

Em tempos de perigo e devastação para os povos minoritários no Brasil, a Coletiva Tear & Poesia de Arte Têxtil Preta Nativa, da zona Sul de São Paulo, está com as inscrições abertas para as oficinas online de língua e cultura Yorubá e Guarani. 

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Devido à pandemia, as oficinas serão transmitidas por meio de vídeos gravados previamente. Todas elas acontecem gratuitamente, de forma virtual, no mês de outubro. As de Yorubá, ministradas pelo nigeriano Prince Adewale Adefioye Adimula, acontecem de 5 a 13/10, às 19h30.

As aulas de Guarani serão realizadas entre os dias 19 e 22/10, também às 19h30, com Tupã Sérgio e Tapaiyuna dos Santos Kitãulhu, ambos da Aldeia Tape Mirim, que integra as terras indígenas de Parelheiros (SP).

Por causa da pandemia, as aulas serão transmitidas online; todas acontecem de forma gratuita durante o mês de outubro

Ricardo Stuckert
Devido à pandemia, as oficinas de Yorubá e Guarani serão transmitidas por meio de vídeos gravados previamente.

Dois idiomas presentes na cultura brasileira, o Yorubá é um idioma da família linguística nígero-congolesa usado em nosso país em ritos religiosos afro-brasileiros (onde é chamado de nagô) e afro-cubanos (onde é conhecido também por lucumí). Além disso, em 2018, o Yorubá foi oficializado como patrimônio imaterial do estado do Rio de Janeiro.

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Já o Guarani, mais conhecido entre os brasileiros, é originalmente uma língua indígena do sul da América do Sul, falada pelos povos da etnia tupi-guarani na Argentina, na Bolívia, no Brasil e no Paraguai (onde é a segunda língua oficial).

Segundo Rita Maria, coordenadora da coletiva, o objetivo das oficinas é dar uma base cultural e linguística às pesquisas que a organização realiza sobre as similaridades entre esses grafismos. 

“Temos como foco dialogar com a mulher em diáspora, tanto imigrantes africanas quanto latino-americanas e caribenhas, mostrando também semelhanças entre grafismos nativos brasileiros, indígenas, e africanos, buscando identificar similitudes sutis pouco estudadas e menos difundidas entre culturas originárias daqui e de África”, diz Rita.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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