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Juan Guaidó nada mais é que um personagem de uma obra de ficção qualquer

O fato de ter que se defender dos ataques constantes de interesses internos e externos impeça o governo Maduro de travar a batalha pela revolução produtiva
Cícero
Diálogos do Sul Global
Buenos Aires

Tradução:

“Não são os mortos os que em doce calma desfrutam na tumba fria, mortos são os que têm morta a alma e ainda vivem. A vida não é esta que vivemos. A vida é a honra, é a lembrança. Por isso, há mortos que vivem no mundo, e homens que vivem, no mundo mortos”. (Antonio Muñoz Feijoo).

Considero que esta citação define de corpo inteiro quem é Juan Guaidó, o autoproclamado presidente da Venezuela, no qual ninguém mais acredita. 

Suas atitudes revelam sua falta de compromissos democráticos, seu desapego às necessidades do povo e sua firme defesa dos interesses estrangeiros, como indicam por si só suas alianças estratégicas.

Mas os povos têm outro tipo de lembranças que brotam desde o profundo da alma: “meus mortos não descansam porque habitam o meu coração”, diz a poesia de autor desconhecido. Na Venezuela, foi Hugo Chávez, morto em 2013, quem deu esperanças ao povo e uma nova visão do que deveria ser viver melhor.

O fato de ter que se defender dos ataques constantes de interesses internos e externos impeça o governo Maduro de travar a batalha pela revolução produtiva

David Peña | Flickr
“Não são os mortos os que em doce calma desfrutam na tumba fria, mortos são os que têm morta a alma e ainda vivem."

Desde o amanhecer da Revolução Bolivariana os poderosos grupos corporativos internacionais a combatem. O Espírito dos libertadores Simón Bolívar, Antonio José de Sucre e tantos outros homens ilustres que gestaram a República são agora contrapostos pelos interesses mesquinhos de Henrique Capriles, Leopoldo López e Juan Guaidó, que estão levando a Venezuela a uma situação mais que preocupante.

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Talvez o fato de ter que se ocupar de se defender dos ataques constantes de poderosos interesses internos e externos impeça o governo de Nicolás Maduro, eleito nas urnas, de se ocupar da grande batalha pela revolução produtiva. Transformação esta que é necessária para sair da órbita de uma economia extrativista e “monodesenvolvimentista” baseada no petróleo, que traz consigo graves problemas sócio-econômicos.

Custa desde esse aspecto ir adiante, com um crescente poder do setor castrense, que é um dos pilares da resistência contra o imperialismo, e um povo sofrido, que apesar de tudo segue acreditando nos valores e princípios dos pais fundadores da pátria.

É preciso seguir resistindo, mas também começar a pensar que sem programas de desenvolvimento que gerem pleno emprego, não há saída no curto e médio prazo. Os recursos naturais decididamente serão o combustível imprescindível para que esse motor, que é o desenvolvimento, funcione.

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Cícero

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