Pesquisar
Pesquisar

Lançamento: “O mundo falava árabe”

Beatriz Bissio

Tradução:

O Espaço Cultural Diálogos do Sul e o Memorial da América Latina convidam para o lançamento do livro “O mundo falava árabe”, de Beatriz Bíssio. Nessa obra, produto de densa pesquisa acadêmica realizada para sua tese de doutoramento, Beatriz Bissio procura traçar, a partir de uma espécie de cruzamento dos textos do historiador Ibn Khaldun (1332-1406) e do viajante Ibn Battuta (1304-1368), um diagrama da civilização do islã clássico, neles encontrando os elementos característicos do autêntico amálgama cultural operado pelos árabes, uma das maiores comunidades de imigrantes radicadas em São Paulo.

Entrada Franca. Dia 13 de junho, quinta-feira, às 19 horas, na Biblioteca Latino-americana do Memorial da América Latina. Informações: 11 38234780 – Av Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Metrô Barra Funda.
Participará da conversa com público o professor Mamede Mustafa Jarouche, titular de Letras Árabes da Universidade de São Paulo, autor dos quatro volumes “Das mil e uma noites”, pela primeira vez traduzidas diretamente do árabe. Em seu prefácio ao livro de Beatriz constata que “uma das maiores dívidas da produção humanística brasileira, dentro ou fora da academia, é com questões relativas ao Oriente Médio, quaisquer que sejam elas. São poucos os historiadores, críticos literários, sociólogos, estudiosos de filosofia, enfim, de qualquer área das humanidades, que se dedicam ao assunto”.
A mesa estará mediada pelo jornalista Paulo Cannabrava Filho, editor da revista virtual bilíngue “Diálogos do Sul”. Para que não pareça muito estranho o mundo árabe invadindo o Memorial da América Latina vale lembrar que: O Brasil possui uma presença contínua de comunidades de imigrantes árabes que participaram ativamente da construção e do desenvolvimento do Estado nacional a partir do século XIX. Atualmente, mais de 16 milhões de árabes e descendentes vivem no Brasil e contribuem cultural, econômica e politicamente para as sociedades locais. Apenas em São Paulo, são aproximadamente três milhões de pessoas; trata-se da maior cidade árabe fora dos países árabes.
Beatriz Bissio. Entrevista Canal IbaseBeatriz Bissio é doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), professora adjunta do Departamento de Ciência Política da UniversidadeFederal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre África, Ásia e as Relações Sul-Sul (NIEAAS/UFRJ). Uruguaia, naturalizada brasileira, atuou como jornalista ao longo de mais de três décadas, principalmente como editora e diretora das revistas “Cadernos do Terceiro Mundo”, “Ecologia e Desenvolvimento” e “Revista do Mercosul”. Fez a cobertura de momentos marcantes da história contemporânea como a guerra de libertação e a independência de Angola e Moçambique, a luta contra o apartheid na África do Sul, o conflito árabe-israelense, a guerra no Líbano, a questão do Iraque, as Conferências do Movimento Não Alinhado e da ONU e entrevistou várias das mais importantes lideranças políticas e intelectuais das últimas décadas, como Nelson Mandela, Agostinho Neto, Samora Machel, Julius Nyerere, Fidel Castro, Yasser Arafat, Sean McBride. Publicou centenas de artigos em diferentes meios da América Latina, Europa, EUA e África, além de colaborar com agências de notícias, rádios e TVs. Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo pelo conjunto da obra da revista “Cadernos do Terceiro Mundo”. Prêmio Golfinho de Ouro de Jornalismo pela atuação à frente da revista “Ecologia e Desenvolvimento”. Antes de radicar-se no Brasil, morou na Argentina, Peru, México, Portugal e passou longas temporadas na África e no Oriente Médio. Consultora em Relações Internacionais (foi a Coordenadora do Comitê de Relações Internacionais do Governo do Maranhão, na gestão do Dr. Jackson Lago 2007-2009 e responsável das articulações dos projetos de cooperação junto ao Itamaraty). É a Presidente Executiva do Instituto Cultural Brasil-Uruguai (ICBU) e da ONG “Espaço Cultural Diálogos do Sul”.
 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Beatriz Bissio

LEIA tAMBÉM

Gustavo Petro
Violação dos acordos de paz: entenda por que Petro vai denunciar a própria Colômbia na ONU
Haiti
Haiti: há pelo menos 20 anos comunidade internacional insiste no caminho errado. Qual o papel do Brasil?
Betty Mutesi
“Mulheres foram protagonistas na reconstrução da paz em Ruanda”, afirma ativista Betty Mutesi
Colombia-paz
Possível retomada de sequestros pelo ELN arrisca diálogos de paz na Colômbia