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Luta do povo palestino por libertação e fim do apartheid sionista é um direito inalienável

É preciso afirmar, com todas as tintas e letras, que o povo palestino tem o direito sagrado à reação frente a estes crimes
Redação Fepal
Fepal
São Paulo (SP)

Tradução:

Já passam de 65 os mártires palestinos, neste ano, provocados pelas forças armadas da ocupação colonial judaico-israelense e por sua milícia fascista composta por colonos judeus extremistas, realizadores de PROGROMS em toda a Palestina. Os feridos e mutilados ascendem às centenas e a destruição de patrimônios públicos e privados palestinos já provocaram prejuízos de dezenas de milhões de dólares.

Tudo isso diante do silêncio cúmplice da chamada “Comunidade Internacional”, a ONU neste corolário, e, também, sob o olhar complacente do chamado “mundo árabe”, que, quando muito, se limita às notas protocolares de condenação, não raro mais favoráveis aos assassinos judeu-fascistas do que às suas vítimas, o povo palestino, e somente o fazendo o silêncio obsequioso não é possível

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Este banho de sangue é a continuação lógica do plano sionista de extermínio do povo palestino e de tomada de toda a Palestina, bem como de vastas áreas de quase todos os países da região, iniciado, como ideia, em “O Estado Judeu”, de Theodor Herzl, e como plano com o 1° Congresso Sionista, em 1897, em Basileia, Suíça, presidido exatamente pelo autor da obra que prometia a limpeza étnica da Palestina e sua substituição por colonos euro-judeus.

Sua execução, promovida pelo império colonial britânico já a partir de 1917, com a ocupação militar da Palestina, e a partir de dezembro de 1947, com o início da execução da limpeza étnica pelas gangues armadas euro-judaicas sionistas, é o que segue até hoje em Jerusalém, Nablus, Jenin, Ramallah, Gaza e em toda a Palestina, de norte a sul, do Rio Jordão ao Mar Mediterrâneo.

A luta do povo palestino por sua libertação nacional e pelo fim do regime de ocupação e de apartheid, promovido pelos estrangeiros euro-judeus, é um direito inalienável, consagrado na Carta das Nações Unidas, em suas resoluções e no Direito Internacional. Nada ou ninguém pode negar este direito do povo palestino.

É preciso afirmar, com todas as tintas e letras, que o povo palestino tem o direito sagrado à reação frente a estes crimes

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Mais do que condenar, é preciso que Israel sofra as consequências legais por seu genocídio na Palestina

Nem mesmo acordos e negociações para pôr fim ao banho de sangue que sofre o povo palestino devem ser freios ao direito à resistência contra a opressão colonial israelense, contra sua política de terrorismo que visa afugentar a população palestina, seus racismo, ódio, intolerância e experimento social genocida, que hoje faz quase toda a sociedade dita israelense, da “esquerda” à “direita” – como se houvesse alguma diferença entre estes espectros, quando se sabe que ambas as polaridades políticas são responsáveis pela catástrofe palestina, a primeira antes que a segunda – implicada nesta engenharia de morte em escala industrial na Palestina.

É preciso afirmar, com todas as tintas e letras, que o povo palestino tem o direito sagrado à reação frente a estes crimes. Uma reação concreta, contra inimigo real, o projeto colonial denominado “Estado de Israel”, em todas as suas formas, com os colonos euro-judeus fascistas e sanguinários a parte mais visível da obscenidade degenerada que é o regime israelense.

A luta do povo palestino por sua libertação nacional e pelo fim do regime de ocupação e de apartheid é um direito inalienável

O direito de reação é pela existência mesma do povo palestino em sua terra milenar. É contra uma invasão de estrangeiros que não têm nenhuma ligação com a Palestina. É contra uma monstruosidade equiparável às maiores abominações conhecidas, desde os crimes coloniais aos crimes contra a humanidade havidos na Europa nas primeira e segunda guerras mundiais, passando pelo apartheid na África do Sul e pelos genocídios contra os povos originários nas Américas, África, Ásia e Oceania.

Ninguém mais que o povo palestino deseja e busca uma solução pacífica, justa e abrangente para a Questão Palestina (desde a existência de um Estado Palestino, com Jerusalém sua capital, ao retorno de todos os refugiados palestinos), mas  o direito sagrado à resistência não pode ser mitigado, pois, sem ele, a própria ideia de uma solução se perderá.

É preciso frisar, ademais, que o direito à resistência alcança a totalidade do povo palestino, em toda a Palestina Histórica, nos países vizinhos em que vive o refúgio e no restante do mundo, em que as diásporas organizam a defesa de uma Palestina Livre do sionismo, de seu regime de Apartheid, de todos os seus crimes.

Todo apoio ao nosso povo em sua luta legítima e gloriosa contra a ocupação sionista da Palestina. Todo apoio ao nosso povo na luta contra os assassinos euro-judeus denominados “colonos”, que devem ser enfrentados em cada polegada da Palestina, até sua libertação.

Israel precisa sofrer consequências de seus atos, diz federação Árabe Palestina ao pedir fim da ocupação israelense

Ao mesmo tempo, apelamos à Comunidade Internacional, especialmente aos membros do Conselho de Segurança da ONU, e com mais ênfase aos irmãos árabes, que saiam da letargia e condenem Israel por sua selvageria na Palestina, com ações concretas e não apenas com palavras.

Também apelamos a todos os povos, países e seus governos, o Brasil dentre eles, para que assumam suas responsabilidades frente ao Direito Internacional e condenem Israel por seus crimes de lesa-humanidade.

Por fim, mais do que condenar, é preciso que Israel sofra as consequências legais por seu genocídio na Palestina, com até mesmo sua exclusão da ONU e de todos os organismos e fóruns internacionais. Pedimos que governos, organizações e cidadãos promovam o Boicote, Desinvestimento e Sanções ao Apartheid de Israel, até que acabe com a ocupação da Palestina. Se ação global idêntica contribuiu para acabar com o abjeto regime de segregação racial na África do Sul, será assim que acabaremos com o apartheid e a limpeza étnica na Palestina.

Palestina Livre a partir do Brasil, 27 de fevereiro de 2023, 75° ano da Nakba.

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As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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