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Lyonel Lucini: Disciplina, Rigor y Pasión

CreC Centro RioClarense de Estudos Cinematográficos

Tradução:

Cineasta, cineclubista, documentarista e professor morreu no aos 63 anos, em Brasília (DF).
Cineasta, cineclubista, documentarista e professor morreu no aos 63 anos, em Brasília (DF).

“O cineclube para funcionar, ou para sua criação, necessita de um elemento fundamental, quase único, mítico possivelmente, em extinção entre os humanos: A PAIXÃO. Neste caso, no nosso caso, a paixão pela vida e pela magia esta entendida como levitação do real: voar sem sair do lugar.”

Leonel Luchini

João Baptista Pimentel Neto*
Em dezembro de 2004, o cineclubista/cineasta e professor da UNB, Lyonel Lucini participou de dois importantes eventos que eventos 1° Encontro Ibero-americano de Cineclubes – realizado em Rio Claro, Sp – e  25ª Jornada Nacional de Cineclubes na qual foi um dos homenageados. Dirigido pelo cineclubista mexicano Augustin Martinez, “Disciplina, Rigor y Pasión” registra o pensamento de Lucini sobre o cinema e o cineclubismo. E ainda hoje é exibido por cineclubes do mundo inteiro em cursos de formação e em debates sobre o papel dos cineclubes e dos cineclubistas no contexto social e da militância pela democratização da cultura, das comunicações e do audiovisual.

Lucini dedicou-se a projetos como Cinema na Praça, em Santa Maria, Recanto das Emas e Gama. Presidiu a Associação Brasileira de Documentaristas e participou ativamente do processo de reorganização do cineclubismo brasileiro, enquanto dirigente e militante do CECIBRA – Centro de Estudos Cineclubistas de Brasília, do qual foi um dos fundadores.
Objetivo, cirúrgico e apaixonado. seus pensamentos críticos sobre a atividade cineclubista podem ser resumidas em algumas poucas frases:
“O cineclube para funcionar, ou para sua criação, necessita de um elemento fundamental, quase único, mítico possivelmente, em extinção entre os humanos: A PAIXÃO. Neste caso, no nosso caso, a paixão pela vida e pela magia esta entendida como levitação do real: voar sem sair do lugar.
O privilégio de ter o cinema como a forma mais acurada e coerente para refletir a vida, nos leva à necessidade imperiosa de desejar compartilhá-lo, de degustar comunitariamente, como num rito sacro, iniciático, a grandeza luminosa de um caminho que não tem fim. É isso que nos emociona ao penetrar num universo sem limites, aberto – e Artaud dizia que a vida é a imitação de alguma coisa essencial, com a qual a arte nos põe em contato – Então, paixão, cinema e magia formam o tripé onde se apóia o cineclube. E mais o desejo de dividi-lo, de comparti-lo (como o pão, simbólico) com todos, e não somente com os que podem ir ao shopping.”
Sua produção foi permeada por temas ambientais, como em Antártida (1983), Babaçu (1994) e Eu sou o cerrado (2001).

 

Filmografia como diretor

Eu Sou o Cerrado, 2001

Documentário dramático, porque é esta situação que se encontra o Cerrado, apesar do reconhecimento mundial como Patrimônio Natural da Humanidade O Cerrado agoniza e ninguém percebe, embalados que estamos pelo doce (?) canto da globalização. Realizado em 35mm com 7 minutos de duração.

Babaçu, 1994

Documentário em 16 mm, de características etnográficas, mostra como as comunidades maranhenses que moram no babaçal fazem o aproveitamento integral da palmeira.

Antártida, 1983

Com 45 min de duração este é o único documentário realizado sobre a primeira expedição brasileira à Antartida, em janeiro de 1983, revela, quase sem palavras, a riqueza da vida animal ali presente e a impressionante beleza das geleiras, baías, ilhas, mares e penínsulas de um continente ainda desconhecido, que é patrimônio comum da humanidade.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
CreC Centro RioClarense de Estudos Cinematográficos

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