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Mais de 500 municípios colombianos participaram da Greve Geral contra Iván Duque

Manifestantes no exterior também se pronunciaram em países como Alemanha e França para repudiar os acontecimentos violentos que ocorrem no país
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Bogotá

Tradução:

Em mobilização cidadã massiva, centenas de milhares de colombianos marcharam contra políticas do governo, como parte de uma jornada de greve nacional que deixou aberta a porta a outras medidas de protesto.

Várias vozes concordaram ao qualificar como histórica a jornada que teve lugar ontem (21).

A Colômbia ganhou nesta jornada histórica de mobilização cidadã. Mais da metade dos colombianos em mais de 500 municípios participaram entusiasta, alegre e decididamente desta greve e destas passeatas, explicou o Comitê Nacional de Greve.

Por isso, agradeceu todos os setores que apoiaram e se somaram à iniciativa e “‘todos e cada um dos colombianos que hoje se voltaram às ruas para expressar seu descontentamento, sua inconformidade com as atuais políticas e o governo, milhares e milhares de agradecimentos”.

Manifestantes no exterior também se pronunciaram em países como  Alemanha e França para repudiar os acontecimentos violentos que ocorrem no país

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Várias vozes concordaram ao qualificar como histórica a jornada que teve lugar ontem

Equivocou-se o Executivo dizendo que não havia motivos, se equivocou dizendo que isto era uma marcha de violentos e anarquistas. Equivocou-se ao provocar enfrentamento por parte da polícia em alguns lugares de concentração e mobilização, fatos que repudiamos, enfatizou em uma declaração divulgada no final da greve.

Nesse contexto, o Comitê solicitou de maneira imediata uma reunião com o presidente Iván Duque para debater as motivações e razões desta paralisação: contra o pacotaço de medidas regressivas em matéria econômica, social, trabalhista e ambiental, pela vida, paz e direitos humanos.

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Declaramos-nos em estado de alerta para esta reunião e convocamos toda a cidadania a estar preparada para desenvolver novas ações de rua se o governo mantiver o descaso às demandas, anunciando e preparando suas reformas regressivas, enfatizou.

Por sua vez, Roy Barreras, presidente da Comissão de Paz do Senado, opinou que foi “um sucesso total a multitudinária marcha pacífica em defesa da vida, da paz, dos direitos e liberdades. Que milhões marchem em paz é histórico, ainda que alguns meios prefiram mostrar o punhado de vândalos condenáveis e não os milhões de manifestantes pacíficos”. A sabotagem do governo à marcha em Bogotá (…) deve ser respondida com uma nova jornada e a possibilidade de estender a greve, expressou Gustavo Petro, ex-candidato presidencial e atual senador.

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Sergio Marín, representante da Câmara pelo partido FARC, manifestou através do Twitter que “a grande conclusão deste #ParoNacional é que o país com a paz mudou, se abriu uma nova etapa na história pátria e não nos poderão devolver ao passado aqueles que vivem da guerra e da morte”.

À greve nacional desta quinta-feira (21), convocada por sindicatos, movimentos sociais e estudantis, somaram-se diversos setores.

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Os organizadores consideram que se trata de umas das maiores mobilizações dos últimos anos no país, considerando a ampla participação e a diversidade de setores presentes.

Além disso, destacam a presença dos jovens, muito ativos durante as manifestações.

Colombianos no exterior também se pronunciaram em países como Austrália, Alemanha e França para repudiar os acontecimentos violentos que ocorrem neste país sul-americano e exigir respeito pela vida.

*Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

**Tradução: Beatriz Cannabrava

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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