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Mesmo com incertezas da pandemia, fluxo econômico do México deve aumentar em US$ 43 bilhões em 2021, preveem analistas

O prognóstico melhorou em 0,2 pontos porcentuais com relação à pesquisa de março
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Cidade do México

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O crescimento do México este ano será de 5%, de acordo com o consenso de 45 instituições financeiras, associações, corretoras e bancos de investimento de nível internacional, consultados por FocusEconomics.

O prognóstico melhorou em 0,2 pontos porcentuais com relação à pesquisa de março, pois “os dados sugerem que a economia foi bastante resistente no primeiro trimestre, apesar dos cortes de energia e as restrições (à mobilidade) de inícios do período que buscavam controlar os crescentes casos da Covid-19”.

Entre os analistas consultados, GBM Securities tem a expectativa de crescimento mais baixa para este anos; prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 3.4%, enquanto o Instituto de Investigações Económicas de Munich estima que a expansão será de até 6.7%.

Mesmo com o aumento na atividade econômica durante 2021, espera-se que o PIB por habitante não se recupere a níveis prévios à pandemia, senão até 2023; e ficará abaixo do Uruguai e do Chile.

“A atividade está preparada para se recuperar em 2021 em meio de remessa mais fortes e um rápido crescimentos nos Estados Unidos”, reportou Focus Económics. Em geral, os analistas projetam que os fluxos de dinheiro de trabalhadores para o México, aumentarão a 43 bilhões e 200 milhões de dólares em 2021, impulsionadas pelo estímulo fiscal e a queda do desemprego no mercado de trabalho estadunidense.

O prognóstico melhorou em 0,2 pontos porcentuais com relação à pesquisa de março

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O crescimento econômico do México este ano será de 5%.

“No entanto, é provável que o débil apoio fiscal pese sobre a demanda interna”, agregou e listou como riscos um reponte de casos de Covid e “um entorno empresarial incerto” fustigado pelo setor público no setor energético.

Como fatores a favor do país, a firma consigna o “compromisso com uma política fiscal sólida, um grande mercado nacional e o acesso livre de tarifas ao mercado estadunidense”; no entanto, como fatores em contra estão “um entorno empresarial incerto, um setor financeiro relativamente débil e a violência relacionada com as drogas”.

Em política monetária, os analistas consultados por FocusEconomics calculam que a inflação finalizará 2021 em 4,3%, o,3 pontos porcentuais mais que no prognóstico do mês passado. Com esta previsão as taxas se manteriam estáveis no fechamento do ano, agregaram.

No entanto, Marco Oviedo, chefe de pesquisa econômica da América Latina de Barclays, comentou que se espero que o Banco do México retome o ciclo de baixas na taxa de juros durante sua reunião de agosto, dado que alguns integrantes da Junta de Governo comentaram que haveria uma pausa. 

* Tradução Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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