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Militar russo denuncia caráter fascista da agressão contra Síria

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Jorge Petinaud*

General Leonid Ivashov
General Leonid Ivashov

O ex chefe do Estado Maior das Forças Armadas russas, coronel general (reserva) Leonid Ivashov, assegura que a agressão contra Síria encabeçada pelos Estados Unidos e seus aliados confirma a imposição do fascismo no Ocidente. Encontramo-nos a beira de um desastre maior que devemos frear. Nem sequer os aliados de Washington podem negar que o fascismo regressou à civilização ocidental, afirmou o também vice-presidente da Academia russa de Problemas Geopolíticos.

Durante conversa com jornalistas o especialista apresentou provas documentais sobre o conflito na Síria de que foi testemunha de exceção.

Explicou que isso começou há dois anos em território da Turquia, quando lá chegou o sub secretario de estado estadunidense e numa base a CIA começaram a reunir o ex vice presidente e alguns ministros sírios fugitivos para armar uma estrutura de mando para substituir o atual governo.

Em seguida, acrescentou, houve a contratação de mercenários foram formadas as forças opositoras violentas, cuja primeira ação foi a destruição dos postos fronteiriços sírios e a imposição do pânico entre a população civil.

Ivashov observou que apesar disso o povo sírio e as autoridades empreenderam passos que pareciam neutralizar o plano dos Estados Unidos e seus aliados e isso provocou uma intromissão mais direta desses países. Acrescentou que as autoridades propuseram à oposição mais do que eles exigiam, como uma nova Constituição no lugar de unicamente revogar o capítulo oitavo, e lei sobre partidos políticos e meios de comunicação, com um maior envolvimento da sociedade.

Como resultado houve uma divisão nos setores contestatários e o povo sírio mostrou que esta disposto a apoiar o jovem presidente.

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Ivashov falou de sua vivência pessoal sobre a ingerência direta dos Estados Unidos e seus aliados nos assuntos internos da Síria. Estava conversando com o presidente Bashar Al Assad em Damasco, recordou, quando lhe informaram que o embaixador estadunidense e o da França junto com seus agregados militares romperam as regras protocolares e se apareceram na cidade de Hamas para encabeçar manifestações.

Desde um palanque chamavam os opositores a rechaçar as reformas e reiteravam que o único admissível era a derrubada pela força do presidente de um país soberano. Isto demonstra a hipocrisia da democracia promovida por Washington, disse o militar.

Ivashov considera que como a Casa Branca não conseguiu seu objetivo até o presente, agora o presidente Barack Obama trata de mudar a correlação de forças com uma agressão direta com vistas a impor a hegemonia global de Washington.

Goebbels volta a trabalhar e hoje incendeia um grande arco ardente que vai desde Tunez até a China e poderia queimar também a Rússia. Estados Unidos necessita eliminar a Síria e o Irã, dois obstáculos que não permitem que o fogo imperial se una, concluiu.

*Prensa Latina de Moscou para Diálogos do Sul


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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