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Morreu Domingos Fernandes, um dos mais importantes guerrilheiros da ALN

O dirigente dedicou a vida à luta contra a repressão. Adotou Jorge como nome de guerra e era chamado carinhosamente como “Barba”
Redação Brasil de Fato
Brasil de Fato
São Paulo (SP)

Tradução:

Domingos Fernandes, guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN), faleceu nesta terça-feira (1), aos 75 anos. Expoente na luta armada contra a ditadura militar, Fernandes foi preso, torturado e exilado. Ao retornar ao país tornou-se um dos pioneiros do Partido Verde. 

Nascido em 1945, o dirigente dedicou a vida à luta contra a repressão. Adotou Jorge como nome de guerra e era chamado carinhosamente como “Barba”. Informações iniciais de outros militantes da ALN afirmam que ele morreu em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo o escritor Mário Magalhãoes, autor da biografia de Carlos Marighella, líder da ALN, Fernandes “foi um dos últimos companheiros a se encontrar com Marighella, um dia antes do assassinato do inimigo público número um da ditadura”.


O militante da ALN no Rio de Janeiro foi preso em 1969 e libertado no ano seguinte, integrando o grupo de 40 presos políticos trocados pelo embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, sequestrado em 1970 pela organização.

Exiliou-se em diversos países como Argélia, Cuba, Itália, Chile, Argentina e Portugual, retornando ao país em 1979 com a Anistia. 

O dirigente dedicou a vida à luta contra a repressão. Adotou Jorge como nome de guerra e era chamado carinhosamente como “Barba”

Memorial da Resistência
Fernandes foi quem datilografou o "Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano", obra-prima de Marighella.

Em entrevista ao Brasil de Fato em razão dos 50 anos da morte de Marighella, Domingos falou sobre a trajetória do guerrilheiro.

“Ele gostava de ser chamado de Preto. Primeiro, porque ele era preto mesmo e tinha orgulho da sua história. Depois, porque a gente geralmente não podia falar o nome das pessoas”, relatou.

Fernandes foi quem datilografou o Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano, obra-prima de Marighella. “Esse livro foi a coisa mais bonita que ele [Marighella] escreveu”. 


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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