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Movimento Revolução Cidadã denuncia ditadura e terrorismo de Estado no Equador

Grupo alerta sobre perseguição e solicita apoio de "companheiros e partidos progressistas da região e do mundo"
Redação Diálogos do Sul
Diálogos do Sul
Quito

Tradução:

Em nota emitida nesta segunda-feira (14), o movimento equatoriano Revolução Cidadã, denuncia a perseguição do governo Lenín Moreno aos seus membros.

O grupo, que luta contra a aplicação das políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Equador, declarou que sob o regime de Moreno, o país “se converteu em uma ditadura onde é exercido um terrorismo de Estado” e alertou sobre

Leia a íntegra:

Grupo alerta sobre perseguição e solicita apoio de "companheiros e partidos progressistas da região e do mundo"

Wikimedia Commons
Bandeira do Equador

Compromisso Social / Revolução Cidadã
Quito, 14 de outubro de 2019

Aos Partidos Políticos, Personalidades destacadas em Direitos Humanos, Organismos Internacionais de Proteção dos Direitos Humanos 

Equador converteu-se em uma ditadura, o terrorismo de Estado voltou ao nosso país como consequência de uma grave ruptura do Estado de Direito que temos denunciado continuamente à comunidade internacional desde a subida do regime de Moreno.

Este regime perverso tem culpado nosso movimento das massivas mobilizações em protesto à aplicação das políticas do FMI e, como advertimos há alguns dias, vem preparando o terreno para culpar os líderes da Revolução Cidadã como responsáveis das paralisações e mobilizações nacionais para deter, encarcerar e proscrever os líderes da Revolução Cidadã. 

No dia 10 de outubro, sabendo o que vinha preparando o regime de Moreno, solicitamos Medidas Cautelares Urgentes à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a fim de evitar danos irreparáveis à vida, liberdade e integridade pessoal dos assembleistas da Revolução Cidadã, da prefeita de Pichincha, Paola Pabón, e do Secretário Executivo do Movimento, Virgílio Hernández.

Nesse sentido, informamos que somos a única força de oposição ao regime de Moreno e que a intenção também seria destituir os únicos assembleistas membros da oposição para assim terminar de configurar a desinstitucionalização absoluta do Estado. 

É LAMENTÁVEL QUE NOSSA SOLICITAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES URGENTES NÃO TENHA SIDO ATENDIDA E QUE A OEA CONTINUE RESPONDENDO AOS INTERESSES DO DEPARTAMENTO DE ESTADO, PORQUE TODAS AS ADVERTÊNCIAS QUE FIZEMOS FORAM CUMPRIDAS. 

Nas últimas horas foram detidos a prefeita de Pichincha, Paola Pabón, e o Secretário Executivo de nosso movimento, Virgílio Hernández, SEM MOTIVO LEGAL NEM RAZÃO JURÍDICA ALGUMA, ATOS QUE CONDENAMOS ENERGICAMENTE.  

A forma de proceder do regime de Moreno contra o ex-presidente Rafael Correa, o Vice-presidente Jorge Glas, a perseguição ao ex-chanceler Ricardo Patiño que se encontra com asilo político outorgado pelo governo do México, a proteção outorgada pela Embaixada desse mesmo país a nossa companheira Gabriela Rivadeneira e a feroz perseguição contra todos os companheiros é mostra de sobra dos atropelos ao Estado de Direito e aos direitos humanos perpetrados pelo regime. 

Recordemos que todos os vencedores da oposição das eleições de março foram destituídos de seus cargos ou detidos. Se isto não é uma mostra da perseguição que sofremos e da ruptura da ordem democrática, o que mais deve acontecer? 

Solicitamos energicamente, diante estes momentos de tanta dor, expressões de solidariedade, apoio e denúncia desses fatos e agradecemos as demonstrações de apoio permanente de nossos companheiros e partidos progressistas da região e do mundo. 

Revolução Cidadã
Coordenação de Relações Internacionais. 

*Tradução: Beatriz Cannabrava

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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