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Mulheres esterelizadas a força por governo Fujimori protestam no Peru por verdade, justiça e reparação

Entre os anos de 1996 e 2000, governo de Alberto Fujimori esterilizou milhares de mulheres, na maioria dos casos indígenas de comunidades pobres
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Lima

Tradução:

Mulheres esterilizadas a força em programa massivo do governo de mão dura de Alberto Fujimori (1990-2000), pai da atual candidata presidencial, Keiko Fujimori, protestaram no Peru em demanda de justiça. 

Representantes das afetadas que chegaram das regiões nortistas de Piura e Cajamarca, das centro-andinas de Cusco, Cusco, Ayacucho e Huancavelica, das amazônicas de San Martín e Ucayali, participaram com mulheres da capital em ato realizado na frente do palácio de Justiça, sede dos tribunais. 

A Associação de Mulheres Afetadas pelas Esterilizações Forçadas, organizadora do protesto, precisou que “lutamos há 25 anos e continuamos mobilizadas por Verdade, Justiça e Reparação”. 

Entre os anos de 1996 e 2000, governo de Alberto Fujimori esterilizou milhares de mulheres, na maioria dos casos indígenas de comunidades pobres

Reprodução: Prensa Latina
Mulheres esterilizadas protestam no Peru.

O agrupamento denunciou que as audiências prévias ao julgamento do ex-governante Fujimori e vários do que ocuparam o Ministério da Saúde, estão sendo desenvolvidas apesar das manobras dilatórias dos advogados. 

O defensor de Fujimori pai, César Nakazaki, pretende a prescrição do delito, alegando que transcorreram mais de quinze anos desde a execução de tais atos. 

A Promotoria considera que as esterilizações forçosas de cerca de 300 mil mulheres pobres e indígenas, segundo a Defensoria do Povo, atentaram contra os direitos humanos, portanto são imprescritíveis.

Em seu informe, resultado de uma longa investigação, o promotor apresentou 182 provas de culpabilidade dos acusados, pelo qual, segundo a associação de vítimas, o juiz encarregado deve iniciar o julgamento para conseguir a esperada justiça às mulheres afetadas. O processo em curso se refere somente a 1.312 vítimas do oficialmente chamado Programa de Anticoncepção Cirúrgica Voluntária, apresentado como um plano de planejamento familiar.

Além de Fujimori, o promotor acusa de lesões graves e lesões mortais os ex-ministros da Saúde, Eduardo Yong, Marino Costa e Alejandro Aguinaga.

A Associação de Vítimas condenou também a intenção da candidata presidencial Keiko Fujimori de, no caso de ser eleita, indultar seu pai que cumpre uma condenação de 25 anos por crimes de lesa humanidade e corrupção.

Ao mesmo tempo, o grupo anunciou que deseja dialogar com o candidato de esquerda, Pedro Castillo, rival de Fujimori na segundo turno da eleição a ser realizado no dia 6 de junho, para demandar-lhe que garanta justiça e as devidas reparações às vítimas. 


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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