Pesquisar
Pesquisar

Na contramão das teorias de mercado, Economia Solidária é saída à crise no Brasil

Há diversas experiências de municípios que adotaram bancos sociais, próprios, obtendo resultados perenes e bem-sucedidos, entre outras soluções

Claúdio di Mauro
Diálogos do Sul Global
Uberlândia (MG)

Tradução:

30c571e5 0d9b 4255 b47c 346b466232e1

Se quisermos, de fato, A TRANSFORMAÇÃO DO BRASIL, não podemos eleger apenas Presidente da República e Governadores que apresentem Planos de Governos com essa motivação.  Torna-se indispensável a construção da maioria Parlamentar Federal e Estadual, com os mesmos propósitos.

Não se pode expor o País para se submeter, outra vez aos acontecimentos como o golpe praticado com a traição de Michel Temer e Eduardo Cunha, com participação ativa do Romero Jucá, contra as instituições democráticas do Brasil.

27e5aa45 813b 4f57 b7db cb2e21b0626cAs pessoas tinham direito de discordar das políticas adotadas pela Presidenta Dilma Roussef. O debate político e a oposição, são perfeitamente compatíveis com a democracia. Mas, aplicar um golpe contra as instituições, incluindo o Parlamento e o Supremo, como disse Jucá, isso é processo de desestruturação institucional.

Há diversas experiências de municípios que adotaram bancos sociais, próprios, obtendo resultados perenes e bem-sucedidos, entre outras soluções

Flickr
A mudança que o Brasil precisa não pode ser só dentro do Palácio do Planalto

O pior é que ficou nítido o uso das instituições, via operação lava-jato, não apenas para golpear o mandato de Dilma, mas para tirar do processo eleitoral o ex-Presidente Lula. Hoje, o Brasil amarga duramente as consequências desses atos arbitrários praticados. E agora, recorre ao Lula para arbitrar e reordenar as condições jurídicas institucionais, recuperar o Brasil de tanto tempo perdido e das consequências desastrosas para com a carestia, o aumento desastroso da fome e do desemprego. Brasil estagnado e em processo de retrocesso social, econômico, institucional e de direitos.

Veja também:
Seminário para a Transformação do Brasil está chegando, saiba como participar 

A economia do Brasil não pode se fixar na exportação predominante em larga escala de produtos primários e commodites. A isso tem sido reduzida a exportação do Brasil que envia sua água nos produtos que seguem para exportação.35ae44ae dfe3 472b 8cc2 340a9a604d73 É certo que o Brasil perdeu tempo, apesar de estar repleto de possibilidades de aproveitamento de oportunidades.  Torna-se indispensável haver o resgate de suas capacidades e de mudanças das regras que atualmente existem para beneficiar interesses empresariais, corporativos do grande capital nacional e estrangeiro.

A balança comercial (importações e exportações) não pode pender para os benefícios do capital privado brasileiro e estrangeiro. É preciso definir que as políticas de desenvolvimento econômico serão preponderantes para beneficiar a população brasileira. Sim, que haja equilíbrio entre os interesses do Estado brasileiro, das empresas, das organizações sociais, mas que a população brasileira esteja no centro das políticas de desenvolvimento. Não pode haver apenas crescimento econômico concentrador de riquezas, e capitais, nas mãos dos “chamados agentes do mercado”.

Calcula-se que no Brasil teremos cerca de 70 milhões de pessoas, fora do mercado formal de trabalho, consideradas como “sobrantes” pelo sistema vigente. É um número assustador.

Na concepção de Ladislal Dowbor e de Márcio Pochmann, o Brasil não tem saída e nem terá sucesso  pelas aplicações das teorias do mercado.     

0e694a8b 0642 47db 8e1b 49ae653b3b9c O Brasil deve se expressar pela valorização de práticas vinculadas à Economia Solidária, capaz de atender todas essas pessoas e famílias. Há que se implantar um Sistema Solidário, sem predomínio dos interesses do neoliberalismo fascista que está implantado em nossos territórios. A economia precisa operar com outras modalidades que não as do mercado.

Até mesmo as moedas poderão ter características próprias para as trocas de serviços e mercadorias. E não se pense que a Economia Solidária somente poderá ser aplicada para atender os setores sociais e econômicos que se encontram em situação de miserabilidade. Há diversas experiências de municípios que adotaram bancos sociais, próprios, obtendo resultados perenes e bem-sucedidos.

Muitas são as empresas que em situação de penúria econômica, entregues para administração e gestão pelos seus trabalhadores e sindicatos conseguiram recuperação e sucesso. Boa parte delas com a aplicação de sistemas associativos e de cooperação. São experiências no Brasil e no estrangeiro.

Não há dúvidas sobre o empenho de organizações dos Movimentos Populares onde cidadãos de luta e dedicados se posicionam como lideranças importantes nas ações coletivas. Os sucessos obtidos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST são comprovantes de que as vitórias poderão ser obtidas pelo caminho de outros cenários que não do “livre mercado” neoliberal.

917e72c8 5781 4bef 941c 685a37406eee

Para que se tenha maior sucesso é indispensável que sejam adotadas Políticas Públicas que priorizem e valorizem a Economia Solidária. A organização pela Democracia Participativa que considere a importância da política como instrumento de base. No dizer de Dowbor, Política em favor da vida digna para todas as pessoas rompendo com a agressividade das desigualdades, em todos os seus formatos. Levar em conta a revolução tecnológica que está se processando, permitindo assim a união e os investimentos na ciência e tecnologia. Sempre se considerando a grande importância dos avanços tecnológicos voltados para as necessidades e transversalidade em favor dos setores empobrecidos.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

Assista na TV Diálogos do Sul

d8d09bca 2031 4792 8979 5c72a253d2bd


Se você chegou até aqui é porque valoriza o conteúdo jornalístico e de qualidade.

A Diálogos do Sul é herdeira virtual da Revista Cadernos do Terceiro Mundo. Como defensores deste legado, todos os nossos conteúdos se pautam pela mesma ética e qualidade de produção jornalística.

Você pode apoiar a revista Diálogos do Sul de diversas formas. Veja como:

  • PIX CNPJ: 58.726.829/0001-56 

  • Cartão de crédito no Catarse: acesse aqui
  • Boletoacesse aqui
  • Assinatura pelo Paypalacesse aqui
  • Transferência bancária
    Nova Sociedade
    Banco Itaú
    Agência – 0713
    Conta Corrente – 24192-5
    CNPJ: 58726829/0001-56

Por favor, enviar o comprovante para o e-mail: assinaturas@websul.org.br 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Claúdio di Mauro

LEIA tAMBÉM

Educar para a barbárie o cachorro Orelha e as hierarquias que matam (2)
Educar para a barbárie: o cachorro Orelha e as hierarquias que matam
Fé e família” entenda a conexão entre o bolsonarismo e a extrema-direita russa (1)
“Fé e família”: entenda a conexão entre o bolsonarismo e a extrema-direita russa
35º Congresso da CNTE reafirma apoio à luta anticolonial saarauí
35º Congresso da CNTE reafirma apoio à luta anticolonial saarauí
2023 - Manifestantes invadem predios publicos na praca dos Tres Poderes, na foto manifestantes na rampa de ascesso do Palacio do Planalto
8 de janeiro: lembrar para que nunca mais aconteça