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Negar prisão a policias que mataram Genivaldo é favor da justiça aos genocidas do povo negro

Não é a desmilitarização da polícia que vai resolver esses problemas, justamente porque faz parte da natureza da polícia seguir assassinando o povo negro
Redação Esquerda Diário
Esquerda Diário
Lisboa

Tradução:

Mostrando mais uma vez que não virá das mãos do Estado burguês a justiça pelas vidas negras ceifadas pela polícia racista, a Justiça Federal em Sergipe negou nesta segunda-feira (13) o pedido de prisão preventiva dos três policiais rodoviários federais que participaram da ação que matou Genivaldo. É preciso batalhar por uma investigação independente, do povo negro e trabalhadores, para impor justiça por Genivaldo, mais uma vítima da polícia racista!

O pedido foi feito por um advogado da família de Genivaldo. Na decisão, o juiz da 7ª Vara Federal de Sergipe considerou prejudicado o pedido de prisão, pois “na fase de investigação, apenas autoridade policial e Ministério Público Federal podem solicitá-la”.

O MPF, por sua vez, afirmou que “por ora” não cabe o pedido de prisão. Ou seja, fica escancarado mais uma vez o fato de que o Estado burguês está a serviço de proteger os genocidas do povo negro, bem como vem sendo com Marielle Franco e Anderson, que até hoje não tiveram a justiça feita.

Não é a desmilitarização da polícia que vai resolver esses problemas, justamente porque faz parte da natureza da polícia seguir assassinando o povo negro

Imagem: Mauro Pimentel
As filmagens já provam tudo: que Genivaldo foi assassinado por métodos nazistas de câmaras de gás por parte da polícia rodoviária

Genivaldo era um homem negro de 38 anos com esquizofrenia, e foi morto depois que policiais soltaram uma bomba de gás dentro do porta-malas da viatura em que ele foi preso, como demonstraram imagens chocantes que percorreram todo o Brasil, numa cena que lembrava as câmaras de gás dos nazistas, dando um nó no estômago em todos aqueles que são contra todo tipo de opressão.

Essas cenas fazem parte do DNA do regime golpista reacionário aberto em 2016 e que vivemos sob o governo do genocida e racista Bolsonaro, que inclusive destilou todo o seu ódio ao povo negro ao dizer que Genivaldo era um “marginal”.

Reflexões necessárias: Para que e a quem servem as polícias militares no Brasil?

Os policiais envolvidos na abordagem são Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia.

No pedido de prisão, a defesa da família afirma que houve fraude processual, uma vez que os policiais tentaram “ludibriar as autoridades”. No boletim de ocorrência, os agentes cinicamente informaram que Genivaldo teve um “mal súbito” no trajeto para a delegacia e foi levado para o hospital, onde teria morrido. Nada mais falso e mentiroso, como as próprias filmagens mostram.

No parecer em que apresenta suas razões para não pedir a prisão dos envolvidos, o Ministério Público Federal afirma, por exemplo, que “o laudo necroscópico ainda não foi concluído”.

Isso também mostra como a justiça não virá do MPF, que inventa argumentos para não investigar e impor justiça para Genivaldo. As filmagens já provam tudo: que Genivaldo foi assassinado por métodos nazistas de câmaras de gás por parte da polícia rodoviária, mostrando que não é a desmilitarização da polícia que vai resolver esses problemas, justamente porque faz parte da natureza da polícia seguir assassinando o povo negro, cumprindo o seu papel de cão de guarda e capitão do mato da ordem burguesa.

Somente uma investigação independente poderá impor justiça para Genivaldo, bem como para Marielle e Anderson, abrindo caminho, por meio da auto-organização dos trabalhadores e do povo negro, de uma verdadeira luta pelo fim de toda opressão ao povo negro no Brasil. Nos inspiremos na luta do Black Lives Matter nos EUA contra o assassinato de George Floyd para levantar uma verdadeira maré de luta negra e trabalhadora contra o genocídio diário do povo negro e demais povos oprimidos e explorados em território brasileiro, rumo a uma sociedade livre de toda opressão e exploração!

Redação Esquerda Diário


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