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Nicarágua, Venezuela e Cuba têm em comum o êxito da pandemia ocultado na mídia

Dizem que o socialismo é mau, perverso e incompetente, ignorando a realidade dos países que afirmam seu desenvolvimento em um sistema social equitativo
Gustavo Espinoza M.
Diálogos do Sul Global
Lima

Tradução:

A “Grande Imprensa” utiliza pérfidos procedimentos para manter à margem da informação a cidadania e afirmar, por essa via, o írrito poder de uma classe envilecida que busca perpetuar os privilégios dos poderosos. 

Talvez o mais usado seja o de mudar a realidade para enganar incautos. Consiste em inverter os fatos e tem uma estrutura muito simples: apresenta como bom o que é mau; e como mau o que é bom. 

Em outras palavras, endeusa o sistema estadunidense, e não diz que nesse país há 60 milhões de pobres e quase 20 milhões de trabalhadores desocupados crônicos, e que ali 1% dos mais ricos têm em suas mãos 70% da riqueza. Essa prática, para acreditar nela, tem que a ler ao contrário.

Onde dizem que é verdade, há que saber que é mentira. E onde asseguram que há mentiras, sem dúvida finalmente haverá de brilhar a verdade como um diamante. 

Assim se diz, por exemplo, que o socialismo é mau, perverso e incompetente, ignorando a realidade objetiva dos países que afirmam seu desenvolvimento em um sistema social comunitário e equitativo.

Dizem que o socialismo é mau, perverso e incompetente, ignorando a realidade dos países que afirmam seu desenvolvimento em um sistema social equitativo

Diário Uno
O único país do mundo que venceu a Covid-19, registrando apenas uma morte, foi a República Socialista do Vietnã

Desse modo se ignora que a URSS salvou a humanidade do domínio do fascismo; que pôs em órbita o primeiro cosmonauta; e que afirmou um sistema de vida baseado na proteção da saúde, da educação e da consciência de seus cidadãos ; e que, ademais, foi exemplo para que outros povos da terra assumissem o mesmo roteiro.

Mas há outros modos usados também pela “grande imprensa” para enganar. Um deles é ocultar os fatos; não falar deles, para que ninguém repare no que na realidade está acontecendo. 

Por exemplo, nenhum dos porta-vozes mais qualificados da reação, informou aos seus leitores que o único país do mundo que venceu a Covid-19, registrando apenas uma morte, foi a República Socialista do Vietnã, localizada no sudeste asiático, na Península Indochina.

Sim, o Vietnã heroico, que no começo dos anos cinquenta do século passado vencera o colonialismo, derrotando o exército francês comandado pelo ensoberbecido general Henri Navarre, na batalha de Dien Bien Phu; e que nos anos 70, sempre liderado pelo invencível Vo Nguyen Giap, dobrara o exército dos Estados Unidos; hoje alcança sua terceira vitória enfrentando, quase sem baixas, um inimigo  que causou já 4 milhões de infectados e quase 200 mil mortos na pátria hoje governada por Donald Trump.

Vietnam, a terra de Ho Chi Minh, que se libertara do domínio Imperial Chinês no ano 380 de nossa era; que conta na atualidade com 92 milhões de habitantes (três vezes mais que o Peru), em uma extensão de apenas 331 mil quilômetros quadrados (um terço do nosso território); e que enfrentou a pandemia com audácia, valentia, vontade e disciplina; e legou a todos um exemplo que aqueles que não queiram seguir, pelo menos deveriam conhecer e admirar. 

Nas Américas, a Cuba Socialista foi o primeiro país do continente a enfrentar exitosamente essa batalha sanitária. Diferentemente do nosso país, que contabiliza em torno de 500 mil infectados e 45 mil mortos, teve 87 falecidos e algo mais de dois mil contagiados, a imensa maioria dos quais já se recupera. 

Em Cuba, não morreu nenhuma criança, nenhuma gestante, nenhum médico, nenhum integrante das equipes sanitárias ou hospitalares. Sua população esteve protegida por um sistema de saúde construído em sua sociedade socialista. 

E aqueles que hoje transitam por rotas similares – a Nicarágua sandinista e a República Bolivariana da Venezuela – tiveram o mesmo nível de êxito. Menos de uma centena de falecidos, e milhares de recuperados, graças ao seu atendimento clínico e hospitalar, sempre a serviço da população. 

E isso não obstante o bloqueio imperial, a agressão econômica e as práticas terroristas usadas pelo governo dos Estados Unidos contra esses povos. 

Inequívoco signo da superioridade do Socialismo sobre o Capitalismo. A “Grande Imprensa” não admite sua derrota. Ela tem calado em todos os idiomas com respeito a essa realidade. Não diz uma palavras dos assombrosos êxitos obtidos na matéria por Cuba, Nicarágua ou Venezuela.

Prefere assobiar, e olhar para o outro lado, antes de reconhecer que nesses países irmãos se privilegia a vida das pessoas e não os negócios das grandes corporações.

Por certo, nada disso aconteceu no Brasil, nem no Chile, nem na Colômbia, nem no Peru, carcomidos todos pelo neoliberalismo. 

Nesta região os governos – incluídos os do Peru nos últimos 40 anos – têm privilegiado a economia em detrimento da saúde e da população para ter indicadores financeiros qualificados ante os especialistas do FMI e do Banco Mundial.

E desprezaram a população, deixando-a sem emprego, sem salário, sem seguridade social, sem alimentação, sem moradia digna, sem atendimento hospitalar e sem oxigênio. 

Empresas prósperas que manejam ingentes recursos e fazem bons negócios de alta produtividade têm sido o contraste de um povo deprimido e pauperizado que sofre brutalmente os efeitos do coronavírus em nosso tempo. 

Aqui que fala do auge da pandemia em Arequipa ou Ayacucho, mas se silencia o fato de que na primeira linha de combate à Covid-19 nessa região há uma Brigada Médica Cubana, que salva vidas. Para os panegiristas do Império ela, simplesmente, não existe.

A “Grande Imprensa” se revolta no lodaçal, mas a verdade, como o diamante, sempre brilha.

Gustavo Espinoza M, Colaborador de Diálogos do Sul de Lima, Peru.

Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Gustavo Espinoza M. Jornalista e colaborador da Diálogos de Sul em Lima, Peru, é diretor da edição peruana da Resumen Latinoamericano e professor universitário de língua e literatura. Em sua trajetória de lutas, foi líder da Federação de Estudantes do Peru e da Confederação Geral do Trabalho do Peru. Escreveu “Mariátegui y nuestro tiempo” e “Memorias de un comunista peruano”, entre outras obras. Acompanhou e militou contra o golpe de Estado no Chile e a ditadura de Pinochet.

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