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Nicolás Maduro volta a pedir que União Europeia acompanhe eleições na Venezuela

"A União Europeia sugeriu a possibilidade de postergar a data das eleições, mas isso é impossível porque está na Constituição", enfatizou o mandatário

Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Caracas

Tradução:

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou o convite à União Europeia para enviar uma missão de observação eleitoral para verificar a transparência das eleições legislativas de 6 de dezembro.

Durante uma videoconferência com os candidatos a deputado do Grande Polo Patriótico, aliança formada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e organizações políticas afins à Revolução bolivariana, o mandatário instou o bloco comunitário a acompanhar as eleições para saber a verdade sobre a nação sul-americana.

Maduro ratificou o mandato constitucional de efetuar o ato democrático na data prevista, em resposta a declarações do Alto representante da União Europeia para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Josep Borrell.

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Por meio de sua conta na rede social Twitter, Borrell asseverou na última quinta-feira (17) que o organismo regional poderia enviar observadores às próximas eleições caso o país sul-americano realize “importantes mudanças nas condições e marco temporal” do processo.

“A União Europeia sugeriu a possibilidade de postergar a data das eleições na Venezuela, mas isso é impossível porque está na Constituição” enfatizou Maduro ao mencionar o caráter soberano e democrático das eleições.

Aquele que é também presidente do PSUV instou os candidatos do Grande Polo Patriótico a prepararem-se para reconstruir a Assembleia Nacional (Parlamento unicameral); “temos que afinar a mensagem, falar com a verdade, para dirigir, orientar e conduzir o povo”, afirmou.

Nesse sentido, Maduro condenou a postura entreguista assumida pelo órgão parlamentar de maioria opositora durante o último período legislativo, “posto a serviço do intervencionismo estrangeiro e transformado em instrumento para roubar” os recursos financeiros da nação.

Também apelou à unidade superior das forças revolucionárias da Venezuela, confirmando a realização do congresso unitário do Grande Polo Patriótico em 30 e 31 de outubro próximo.

"A União Europeia sugeriu a possibilidade de postergar a data das eleições, mas isso é impossível porque está na Constituição", enfatizou o mandatário

Telesur
Nicolás Maduro, reiterou hoje o convite à União Europeia para enviar uma missão de observação eleitoral para verificar a transparência

Movimentos sociais unem-se à campanha eleitoral na Venezuela

Mais de 30 movimentos sociais de diversos setores somam-se hoje ao Comando de Campanha Darío Vivas, opção das forças revolucionárias para promover seus candidatos e candidatas à Assembleia Nacional.

A chefe nacional dos Movimentos Sociais do Comando, Blanca Eekhout, ressaltou que este grupo, constituído por homens e mulheres do povo, é uma plataforma inclusiva, onde a diversidade tem um protagonismo e desempenha um papel estratégico nas eleições de 6 de dezembro.

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Assegurou que o Executivo exortou a consolidar o bloco histórico mantido pelos Movimentos Sociais, o que constitui sua  força fundamental, ao mesmo tempo em que anunciou que essas forças se encontram em todo o país.

Eekhout fez um apelo à construção de espaços de organização do povo venezuelano e informou que nos próximos dias haverá um ato de tomada de posse de mulheres.

“É uma força transversal na vida política, na vida social; em todos os espaços onde há organização popular, há mulheres liderando e essa força da mulher venezuelana vai ser em nosso Comando um dos setores mais importantes e vai tomar posse na próxima terça-feira”, disse.

O Comando criado como o motor propulsor das forças de esquerda para promover suas propostas eleitorais por todo o país, tem o nome do reconhecido dirigente socialista venezuelano Darío Vivas, recentemente falecido vítima da Covid-19, doença que contraiu durante a campanha eleitoral.

Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Tradução: Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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