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O Condor segue voando: desta vez, o alvo da operação guiada pelos EUA é a Venezuela

Por desgraça, o Condor, máxima expressão do terrorismo de Estado e símbolo de terríveis sofrimentos já vividos, está sobrevoando de novo a América Latina
Martín Almada
Assunção

Tradução:

Diante da pretensão de estrangular economicamente o país de Simón Bolívar, de tentar se apoderar de suas riquezas e de organizar, sem nenhum rubor, abertamente, um golpe de Estado para derrubar seu governo legítimo, chega do céu a imperativa mensagem do Monsenhor Arnulfo Romero, que em nome de Deus e em nome de todos os países que agem como se os países latino-americanos fossem suas colônias (Clube de Lima e União Europeia), pede que pare de fustigar o povo e o governo da Venezuela.

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É impossível imaginar que tanto os Estados Unidos como a União Europeia e o Clube de Lima desconheçam a origem dos atuais problemas do mundo. Sabem perfeitamente que não procedem do chavismo e de sua política rebelde, mas sim das empresas multinacionais que, na maior parte das vezes, desenvolvem suas atividades por encima dos países onde atuam, explorando selvagemente suas riquezas em seu próprio benefício.

Não se pode esquecer que estes povos que conformam a Patria Grande: Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia, etc. são o fruto da colonização espanhola e de outras, e habitam estas terras há muito tempo com grande dignidade. Eles são a riqueza da humanidade, essa humanidade que luta por manter a paz e a segurança internacional.

Por desgraça, o Condor, máxima expressão do terrorismo de Estado e símbolo de terríveis sofrimentos já vividos, está sobrevoando de novo a América Latina

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Ferrugem Cartuneiro on Twitter: "Em curso na América Latina a Operação Condor 2

Por desgraça, o CONDOR, máxima expressão do terrorismo de Estado e símbolo de terríveis sofrimentos já vividos (1970-1980), está sobrevoando de novo a América Latina. É visto na fronteira da Colômbia com a Venezuela levando sua carga de morte para vítimas inocentes, ao mesmo tempo que ouvimos seu bater de asas macabro ao querer estrangular a economia venezuelana e, ao mesmo tempo, montar uma operação de falsa ajuda humanitária com material fornecido pela USAID, organismo governamental estadunidense de infausta memória para os povos da América Latina por suas conexões com a CIA, como pretexto para justificar uma invasão norte-americana.

Para acabar com estas situações de violência, nas quais em muitas ocasiões aparecem, direta ou indiretamente, organismos estadunidenses cuja missão desestabilizadora é sobejamente conhecida, é urgente cortar as ataduras econômicas com estas empresas multinacionais.

Finalmente, de nossa parte pedimos a São Arnulfo Romero que intervenha ante os EE.UU. e a constelação de países a eles subordinados (Argentina, Chile, Equador, Colômbia, etc.) para evitar una guerra na região que causaria, a estas alturas do século XXI, uma destruição impossível de ser prevista. 

Finalmente lhe pedimos também que o desatinado Capitão Bolsonaro supere o medo ao ex-presidente Lula da Silva e pare de persegui-lo. O medo a Lula é o medo ao povo brasileiro, o medo à democracia, e o medo a um país digno e soberano, tal como mostrou com acerto o destacado intelectual latino-americano Emir Sader.

* Membro do Comitê Executivo da Associação Americana de Juristas (AAJ) – Prêmio Nobel Alternativo 2002 e colaborador de Diálogos do Sul

Tradução: Beatriz Cannabrava

 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Martín Almada

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