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"O lítio é nosso!": Arce convoca povo boliviano a defender riqueza nacional na mira dos EUA

"Nos consideram como se fôssemos sua reserva, sendo que o lítio é dos bolivianos, o lítio é nosso, é nosso recurso natural e é preciso defendê-lo"
Redação Resumen LatinoAmericano
Resumen LatinoAmericano
La Paz

Tradução:

O presidente Luis Arce alertou sobre ameaças externas devido ao interesse nas reservas do lítio boliviano, razão pela qual convocou a população a defender o recurso natural que a Bolívia industrializará com um modelo, lembrou, que garante a soberania em toda a cadeia de produção e comercialização do recurso natural.

De Potosí, departamento que concentra a maior quantidade das reservas de lítio, defendeu o direito e a soberania boliviana sobre este recurso natural que é do interesse dos Estados Unidos, como revelou o Comando Sul

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“Há ameaças externas e principalmente aqui, em Potosí. O Comando Sul dos Estados Unidos três vezes nos mandou uma mensagem, interessa-lhes o lítio boliviano, interessa-lhes nossa reserva de lítio. Eles nos consideram como se fôssemos sua reserva, sendo que o lítio é dos bolivianos, o lítio é nosso, é nosso recurso natural e é preciso defendê-lo, pediu.

Arce falou da necessidade de defender os recursos naturais no Ampliado Departamental do Pacto da Unidade, em Potosí.


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Uyuní, Potosí conta com 21 milhões de toneladas de lítio certificadas, a que se somarão as de Pastos Grandes e Coipasa.

"Nos consideram como se fôssemos sua reserva, sendo que o lítio é dos bolivianos, o lítio é nosso, é nosso recurso natural e é preciso defendê-lo"

Luis Arce/Twitter
"Vamos ganhar em toda a cadeia produtiva", declarou Arce sobre um recente acordo com a China para a exploração do lítio




Comando Sul em ação

Em 8 de março, diante de uma comissão da Câmara de representantes dos Estados Unidos, a chefe do Comando Sul, Laura Richardson, mostrou sua preocupação com a “atividade maligna” dos que considerou seus adversários, aludindo à China, por aproveitar-se dos recursos naturais que há na Bolívia, Chile e Argentina, referindo-se ao lítio.

A alusão apontava para o convênio que Jazidas Bolivianas de Lítio (YLB) assinou em 20 de janeiro com o consórcio chinês CBC (CATL BRUNP e CMOC) para a instalação de duas usinas com a tecnologia de Extração Direta de Lítio (EDL) em salinas de Potosí e Oruro com um investimento superior a 1,083 bilhões de dólares.

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A industrialização permitirá que em 2025 sejam produzidos cátodos e no início de 2026 comece a exportação de baterias de lítio, um insumo atualmente requerido para a mobilidade elétrica.

Arce defendeu o acordo com a CBC, porque consolida o modelo soberano da industrialização do lítio com a presença do Estado em todas as etapas da cadeia produtiva.

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“Vamos ganhar em toda a cadeia produtiva, esta é nossa forma de negócio, que propusemos aos empresários chineses e que eles aceitaram”, destacou.

Nesse contexto, convocou as organizações sociais a refletirem sobre estes fatos, porque o país “necessita de organizações sociais maduras e que tenham clareza porque há um só processo de mudança em nosso país, de que todos somos atores”.


Soberania

O chanceler Rogelio Mayta defendeu diante do subsecretário adjunto para o Brasil e o Cone Sul dos Estados Unidos, Mark Wells, a soberania boliviana sobre seus recursos naturais como o lítio, depois que a chefe do Comando Sul, Laura Richardson, expressou o interesse de seu país nesse recurso.

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“Nós ratificamos (a Mark Wells) que a Bolívia tem a disposição de manter as melhores relações com os países e povos da comunidade internacional na base do respeito a sua soberania e autodeterminação e que vamos tomar as decisões que sejam necessárias na Bolívia sobre nossos recursos naturais para conseguir seu melhor uso em benefício de nossos povos e, em particular, das grandes maiorias”, afirmou.

Wells coincide com a chefe do Comando Sul que declarou: “Considero que durante demasiado tempo ignoramos nosso próprio quintal e permitimos que a Rússia, a China e o Irã, adversários dos Estados Unidos, façam grandes incursões em nossa região”. Naquele momento, Richardson disse também que “a China é nossa maior ameaça”, afirmando que “só vai faltar o militar”.

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Mayta considerou que as declarações de Richarson foram um exemplo abrupto inaceitável e que o Governo “fez conhecer seu protesto diplomático” pelos canais apropriados.

Na reunião realizada neste mês de abril, segundo Mayta, Wells lhe explicou que as declarações de Richardson foram “interpretadas” de forma “descontextualizada” e que eles “de forma alguma pensam o que se está interpretando”, em relação à “ingerência que poderia haver”.

Redação | Resumen Latinoamericano
Tradução: Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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