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O Movimento San Isidro e a nova estratégia estadunidense para desestabilizar Cuba

Alinhado com os interesses do imperialismo norte-americano, grupo de artistas promove ações contra governo cubano a fim de propagar a instabilidade no país
Beatriz Contelli
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

Detenções, desacatos, reverências aos Estados Unidos, greves de fome… são muitas as polêmicas que envolvem o Movimento San Isidro (MSI), que desde 2018 tem tentado desestabilizar o governo de Cuba. 

Mas o que esse grupo de jovens artistas realmente deseja? O que está por trás de suas ações de protesto? 

A prisão de Denis Solís 

Nascido há cerca de dois anos para questionar o decreto 349, que obriga artistas no país a aderirem a uma instituição estatal, o Movimento San Isidro ganhou destaque nos últimos dias ao protestar contra a detenção do músico Denis Solís.

Preso por desacato à autoridade, Solís foi filmado ofendendo e agredindo verbalmente um oficial cubano, dizendo que Donald Trump era seu presidente. 

Como forma de protesto, a detenção do músico serviu de pretexto para o MSI anunciar uma suposta greve de fome e sede entre os membros do grupo. A imprensa cubana, no entanto, divulgou que os jovens continuaram recebendo alimentação. 

Alinhado com os interesses do imperialismo norte-americano, grupo de artistas promove ações contra governo cubano a fim de propagar a instabilidade no país

Reprodução Facebook
Movimento San Isidro ganhou destaque nos últimos dias ao protestar contra a detenção do músico Denis Solís.

A serviço do imperialismo 

Durante seis dias, supostamente sem ingerir alimentos ou se hidratar, os membros do MSI promoveram transmissões ao vivo nas redes sociais e violaram as normas sanitárias estabelecidas em Cuba para o enfrentamento da Covid-19. 

Havana acredita que o grupo, liderado por Willy González, Kiki Naranjo e Jorge Luis Fernández Figueras, recebia ordens diretas dos Estados Unidos para danificar o patrimônio nacional, burlar a lei, provocar as autoridades e violar os protocolos sanitários. 

Em um tweet publicado no último domingo (29), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, protestou contra a intervenção estadunidense na divulgação de notícias sobre os acontecimentos envolvendo o Movimento San Isidro. 

“Aqueles que planejaram a farsa de San Isidro escolheram erroneamente o país, a história e a polícia. Não aceitamos intrusão, controle ou aborrecimento. Nosso povo tem moral e coragem para lutar por Cuba”, reforçou o presidente. 

Em apoio ao movimento, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e outros oficiais estadunidenses, chegaram a dizer que o regime cubano deveria “interromper o assédio provocado ao MSI”, . 

Toda essa situação indica que o Movimento San Isidro é mais uma tentativa de dificultar as relações entre Cuba e Estados Unidos, promovendo uma imagem negativa do país cubano e contribuindo para forçar sua submissão ao imperialismo. 

* Beatriz Contelli é estudante de jornalismo e colabora com a revista Diálogos do Sul 


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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