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O que acontece após morte da Rainha Elizabeth e quanto custará enterro aos cofres ingleses?

Há três fontes de financiamento da monarquia inglesa, mas sepultamento será pago pelos trabalhadores em um país com grave crise econômica

Redação Esquerda Diário
Esquerda Diário

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A Rainha Elizabeth morreu, nesta quinta-feira (8), no Castelo de Balmoral, na Escócia. Seus filhos e netos se dirigiram para lá, onde estava acompanhada por tratamento médico.

A monarca vinha passando por “problemas de mobilidade” há algum tempo, que se agravaram na terça-feira (6), dia em que recebeu o Boris Johnson, em Balmoral, que apresentou sua demissão como primeiro-ministro, e sua sucessora, Liz Truss, a quem confiou a formação de um governo. 

A situação piorou nesta quinta-feira, quando seus médicos relataram que ela estava em um estado delicado.

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O monarca de 96 anos liderou o reinado mais longo do imperialismo britânico durante sete décadas. Ela será agora sucedida por seu filho mais velho, Charles.

Nos próximos dias, será realizado um protocolo rigoroso, um remanescente dos tempos medievais, como a própria monarquia, que custará ao povo britânico bilhões de libras.


Operação Ponte de Londres

Após a morte da Rainha, um protocolo conhecido como “Operação Ponte de Londres” foi ativado. Seu secretário particular, Edward Young, imediatamente, passou uma mensagem à primeira-ministra Liz Truss dizendo: “a Ponte de Londres caiu”.

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Na sequência, a primeira-ministra se comunicou com governos fora do Reino Unido, onde a rainha é chefe de estado, informando-os do falecimento por uma linha segura. 

Isso foi seguido pela notificação de todos os 36 países da Comunidade Britânica, a Commonwealth e, em seguida, do resto dos líderes do mundo.

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Um dia após a morte, o filho mais velho da rainha, Charles, se torna imediatamente rei. O governo jurará fidelidade a ele e uma saudação de 41 tiros terá lugar em Hyde Park, Londres.

Depois disso, o Rei Charles III, se este for o nome que escolher, embarcará em um tour pelo Reino Unido, visitando líderes do governo nas capitais de cada país, Edimburgo, Belfast e Cardiff, antes de retornar a Londres.

Quatro dias após sua morte, o caixão da Rainha será transportado em procissão militar do Palácio de Buckingham para Westminster Hall. Lá permanecerá durante os próximos quatro dias, quando as portas estarão abertas ao público por de 10 a 12 dias.

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O caixão será então transportado para a Abadia de Westminster, onde dois mil convidados especiais curvarão a cabeça em oração. Após o feito, o caixão será levado ao Castelo de Windsor e, finalmente, à Capela de São Jorge.

Todo este protocolo monárquico custará ao povo britânico bilhões de libras, numa época em que a inflação já está acima de 10% e espera-se que chegue a 18% ao ano, o que já provocou uma onda de greves como a que não víamos há anos.

Além das despesas funerárias milionárias, a figura da Rainha será substituída pela do Rei em papel-moeda, selos, passaportes e uniformes policiais e militares, e o hino nacional será mudado de “Deus salve a Rainha” para “Deus salve o Rei”, entre outras coisas.

Há três fontes de financiamento da monarquia inglesa, mas sepultamento será pago pelos trabalhadores em um país com grave crise econômica

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Eles também possuem negócios imobiliários, terras agrícolas, direitos de mineração e cobram licenças e taxas para eventos internacionais




Idade Média

Charles se tornará a nova figura de proa de uma monarquia parasitária como um remanescente da Idade Média. Ele será o rei de 15 de suas antigas colônias (a ilha de Barbados se separou da coroa no ano passado), que junto com 36 outros países compõem a Comunidade Britânica.

Muitas dessas antigas colônias continuam dependentes do Reino Unido. Elizabeth também era chefe de estado dos territórios ultramarinos, como as Malvinas Argentinas, por exemplo, que fazem parte dos territórios que a Grã-Bretanha reivindica como seus próprios.


De onde vem a fortuna da monarquia?

A coroa britânica tem três fontes de financiamento. A primeira é o subsídio estatal que em todas as monarquias europeias é a alocação do Estado para apoiar as despesas desta instituição medieval.

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Mas na Grã-Bretanha tem a particularidade de vir de “terras da Coroa”, que são localizadas na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, usufruídas pela família real, mas que são de propriedade mista (estatal e privada).

Eles também possuem negócios imobiliários, terras agrícolas, direitos de mineração e cobram licenças e taxas para eventos internacionais, como o Royal Ascot Horserace. Toda essa riqueza é estimada em cerca de 17 bilhões de euros.

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Além de tudo isso, o governo inglês gasta 15% de seu orçamento com a “Royal Household”. Só entre 2018 e 2019, esse valor foi de 95 milhões de euros.

Depois, há o que é chamado de “bolsa privada” que é propriedade urbana e agrícola, mas exclusiva da monarquia desde 1265 (nunca esqueçamos que estamos falando de uma classe de parasitas que é anterior ao capitalismo).

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Só isto lhes dá uma renda anual de 24 milhões de euros. Neste ponto, é melhor não fazer a soma, ou é. Porque sua própria existência, preservada pelo Estado capitalista, é um escárnio flagrante daqueles que vivem apenas de seus salários.

Mas não é tudo, ainda há a parte de investimentos pessoais: coleções de arte, símbolos de iconografia monárquica e ações em várias empresas.

A monarquia britânica também estava entre aqueles que apareceram nos famosos Paradise Papers. A rainha Isabel tinha colocado parte de sua fortuna no território offshore das Ilhas Cayman, livre de impostos…sua majestade.

Redação Esquerda Diário Internacional
Tradução: Vanessa Martina Silva | Diálogos do Sul


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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