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Os fundos abutres despojam a democracia e os povos

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Poder econômico e poder político

A crescente importância das atividades financeiras em detrimento das produtivas é o contexto em que nascem os fundos abutres.
A crescente importância das atividades financeiras em detrimento das produtivas é o contexto em que nascem os fundos abutres.

Desde o inicio dos tempos modernos foi um clássico das ciências políticas a analise das contradições entre poder econômico e poder político. A consciência disso conduziu a que um bloco dominante de poder se protegesse negando aos setores subalternos o direito ao voto (de jure ou por fraude); de modo que a própria democracia implica a coagulação de quase dois séculos de lutas populares em todo o mundo; nos quais a luta (inacabada e inacabável) foi tanto por reivindicações políticas como econômicas e sociais.

Durante os três primeiros quartos do século XX os povo do mundo alcançaram uma grande quantidade de conquistas motivadas mais pelo medo das classes dominantes diante das revoluções (transformações operárias na Rússia, camponesa na China, Cuba, Coreia e Vietnam, de libertação nacional no terceiro mundo, para citar apenas algumas), que como furacão varriam o orbe, que por convicções democráticas dos poderosos.

A crise do petróleo de 1973 – que muitos confundimos com uma fase comatosa e terminal do sistema capitalista – foi pelo contrário o ponto de partida para uma profunda reconversão do sistema capitalista e um ajuste de contas entre os blocos de poder; onde quanto mais parasitário se é, maior é a influência sobre o mundo dos deserdados e as próprias classes dominantes das sociedades mais opulentas do mundo.

A crescente importância das atividades financeiras em detrimento das produtivas é o contexto em que nascem os fundos abutres. Desde ignotos escritórios em Nova York compram bônus de países em suspensão de pagamentos por centavos para mover ações judiciais (através de magistrados “buitre-friendlys) pelos valores nominais, manejam empresas em toda terra e muitas atividades mais entre as quais sobressaem o financiamento das forças mais reacionárias do mundo, entre outras a criminosa que governo o estado de Israel.

Na Argentina se grita, pátria ou fundos abutres.
Na Argentina se grita, pátria ou fundos abutres.

Os fundos abutres são o cérebro e o coração financeiro do capitalismo e contam com um incondicional braço armado: o complexo militar industrial dos Estados Unidos.

As burguesias conservadores, liberais ou socialdemocratas perderam completamente todo tapa-rabo democrático. Especialmente as últimas mencionadas que trocaram o impulso revolucionário pelo ideário democrático – converteram-se em esbirros do poder econômico global submetendo seus povos al arrocho permanente, invadindo países indefesos para saquear seus recursos naturais e praticando a submissão mais abjeta aos EUA. Os povos votam por uma plataforma e o poder econômico força a política que deseja na contramão da vontade popular.

As decepções sofridas pelos espanhóis, franceses ou gregos com seus “socialistas” são apenas exemplos.

Na Argentina se grita, pátria ou fundos abutres. Talvez a universalização dessa consigna seja “democracia ou fundos abutres”.

*Original de Redacción Popular


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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