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Padre Antonio Vieira

João Baptista Pimentel Neto

Tradução:

“Aquele a quem convém mais do que é lícito, sempre quer mais do que convém.”

Padre Antonio Vieira

Caricatura de Jefferson Nepomuceno
Caricatura de Jefferson Nepomuceno

Conferindo o calendário de efemérides constatei ser hoje a data do nascimento do Padre Antonio Vieira, religioso, escritor e filósofo luso-brasileira, cujas obras li na juventude e que até hoje, vez em quando releio. Em especial, seus célebres Sermões, que espantosamente, qual cartas de Tarot, nunca perdem a capacidade de adaptar-se à realidade de quem quer que seja o consulente.

E foi assim que resolvi jogar tarot – reler Vieira – hoje e viciado na virtualidade que sou, fiz um Google. Primeiro em busca de uma imagem para ilustrar o post (como aliás sempre faço). Editor experimentado, fiz depois – logica e automaticamente – outro google buscando frases. E confesso, qual oráculo, a frase inicial era exatamente a mesma que posto na abertura deste post.
Finalmente, penso que no contexto atual, no qual Obamas, Merkels e Putins decidiram voltar a brincar de Guerra Fria, a frase é autoexplicativa e resume toda a opéra.
E viva o Padre Antonio Viera.
Saiba+
António Vieira (português europeu) ou Antônio Vieira (português brasileiro) (Lisboa6 de fevereiro de 1608 — Salvador18 de julho de 1697), mais conhecido como Padre António Vieira ou Padre Antônio Vieira, foi um religiosofilósofoescritor e orador português da Companhia de Jesus.
Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de “Paiaçu” (Grande Padre/Pai, em tupi).
António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pelaInquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no barroco brasileiro e português. As universidades frequentemente exigem a sua leitura.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
João Baptista Pimentel Neto Jornalista e editor da Diálogos Do Sul.

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